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Professor de escolinha de futsal pede apoio para não parar o seu trabalho social

17/10/2013 - 16h08
Alguns alunos da Escolinha de Ota, no Ginásio de esporte

O professor da escolinha de futsal e futebol do bairro Teixeirinha, Washington Amado dos Santos, conhecido como “Ota”, recebeu na quarta-feira no Ginásio de Esporte Antônio Imbassahy a reportagem da Rádio Difusora AM e do Jornal Tribuna do Esporte. No local, o professor “Ota” realiza há três anos o seu trabalho três vezes por semana com crianças com idade entre 8 e 16 anos. A reportagem pôde confirmar que ele vem tendo dificuldades para manter a escolinha em funcionamento, pois não vem recebendo apoio de nenhuma empresa, muito menos do município.

Escolinha de Ota  Trabalhando no Ginásio de esporte

Na entrevista, “Ota” confirmou desempenhar o seu trabalho esportivo com as crianças, principalmente carentes, há três anos no ginásio, e, segundo ele, a ação é admirada pelos pais dos alunos, que são de famílias carentes. A maioria dos seus pequenos jogadores é filha de pessoas pobres e até desempregadas, os quais não têm a mínima condição de disponibilizar nenhuma ajuda para que o trabalho possa ser mantido.
Ginásio de esporte

Durante a entrevista, o que mais se ouviu do professor foi lamento, principalmente por falta de material. “Eu não tenho, por exemplo, bolas para trabalhar. Tenho hoje cinco bolas, todas são velhas e encontro dificuldade para realizar as tarefas de fundamento, que precisa ter uma bola para cada dois alunos, e o trabalho com bola é o dia que as crianças mais gostam. As minhas bolas são velhas, bolas de dois anos, três anos, e até cinco anos; sem nenhuma condição de trabalho”, desabafou.
Ginásio de esporte  Vista lateral lado esquerdo

O professor falou do projeto de apoio às escolinhas que a Secretaria de Esporte e Lazer estava criando e que até o momento não saiu do papel. “Nós fizemos sim um curso lá na Faculdade Pitágoras, todos os professores que participaram ficaram alegres, inclusive as crianças sonharam com a melhoria que poderia ocorrer. Apesar de o meu trabalho aqui no ginásio ser particular, pois eu cobro R$15,00 por mês de cada criança, mas quando surgiu a ideia do curso, eu fiquei motivado, a coisa ia melhorar, pois eu só quero ajudar. Muitas crianças até deixam de participar, pois não têm como pagar a mensalidade e esse projeto ia beneficiar a mim e, principalmente, as crianças, pois eu poderia realizar o trabalho pela manhã e pela tarde. E até agora estamos aguardando, eu estou aqui no ginásio esperando um apoio e ninguém vem aqui fazer uma visita e nos oferecer pelo menos uma bola, pois a coisa aqui está difícil. E quando se divulgou que o projeto da Secretaria de Esporte e Lazer seria montado, nós ficamos muito alegres e cheios de esperança que desse certo. Eu estou trabalhando aqui junto com “Titia” e estamos passando muita dificuldade por falta de suporte.”
Ginásio de esporte - Vista da parte externas quadras precisam de reformas

O professor, em nenhum momento falou mal da Secretaria de Esporte, ou, de qualquer um dos seus integrantes, porém, disse: “Não estamos aqui sendo beneficiados com nada, nem em termos de salário, os próprios pais das crianças sabem da nossa dificuldade. O que fico mais triste é porque a gente representou muito tempo o esporte de Teixeira de Freitas, jogando e defendendo o nome da cidade e as cores de Teixeira de Freitas, mas, hoje, vejo a prata da casa ser desprestigiada e desprezada. Estou aqui precisando de apoio, tenho família e dois filhos, espero que as pessoas, os empresários que me conhecem, venham aqui nos fazer uma visita e colaborar conosco, pelo menos nos trazendo uma bola. Estou aqui as segunda, quarta e sexta, no ginásio de esporte, quem puder colaborar conosco estamos aqui; eu agradeço”, finalizou o professor.
Ginásio de esporte parte externa - falta manutenção

Na verdade, o Ginásio de Esporte Antônio Imbassahy de Teixeira de Freitas foi entregue pela gestão passada todo danificado e irregular. O governo do padre realmente deixou a praça esportiva em completo abandono. É fato que a atual gestão já deu uma melhorada, no entanto, a comunidade esportiva aguarda mais, que é extremamente necessário, a exemplo da troca do piso, a recuperação do placar eletrônico, melhorias nos banheiros, no abastecimento de água, e reforma completa na parte externa, setor das quadras.
Ginásio de esporte - equipamentos danificados desde a gestão passada

Por Amadeu Ferreira/Jornal Tribuna do Esporte.


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