Proposta que obriga divulgação na internet de doações para campanhas é rejeitada no Senado
O projeto que obriga a divulgação pela internet de doações feitas em campanhas políticas foi rejeitada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado nesta quarta-feira (6). Pela legislação vigente, os candidatos só ficam obrigados a publicizar relatórios após as eleições ou relatórios parciais que não incluem os doadores de campanha. A proposta rejeitada pelos senadores obrigava a divulgação de cinco relatórios com informações sobre os recursos arrecadados e os gastos das campanhas. De acordo com a matéria, os postulantes teriam que tornar disponíveis os relatórios nos dias 21 de julho, 6 e 21 de agosto, 6 e 21 de setembro, todas as datas anteriores à disputa, tradicionalmente realizada em outubro. Um dos pré-candidatos à Presidência da República em 2014, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) votou contra o projeto por considerar que a divulgação inibirá doações para políticos da oposição. “Haverá sempre a cobrança do governo em relação aqueles que trabalham para governos e tenham apoiado candidatos da oposição”, afirmou. Da parte do governo, o senador Romero Jucá (PMDB-RR), relator da minirreforma eleitoral no Senado, criticou o projeto. “Essa ideia é contraproducente, vai estimular o caixa dois. Doadores vão evitar doar porque estarão expostos. Se doar para um grupo de oposição, vai se expor ao governo fazer pressão ou no mínimo pedir que doe o dobro. O doador será inibido de doar. Vai virar uma farra”, declarou.
Informações da Folha.