João Bosco transforma prefeitura em comitê de sua candidata a deputada estadual Erlita de Freitas

Estamos no mês de dezembro, onde as pessoas começam a fazer retrospectiva do ano, ver onde erraram e precisam mudar, para que os erros não se repitam no próximo ano.
Se fôssemos fazer uma retrospectiva da administração João Bosco Bittencourt (PT), poderíamos enumerar diversos erros que foram cometidos nos 11 primeiros meses de sua administração.
Os erros primordiais da administração João Bosco seriam, talvez, as licitações milionárias, quem sabe os discursos incansáveis também entrariam no rol. A atual gestão, até agora, não se encontrou e está mais para uma falta de administração do que para uma gestão descente.
Mas, o erro capital da administração seria o fato de em 11 meses João já ter abandonado a prefeitura. É isso mesmo. João, literalmente, abandonou a prefeitura, deixando-a jogada às moscas, a ponto de que algum grupo de sem-teto pode até ocupar o prédio, que ficou apenas onerando as despesas do município, com toda energia que vinha sendo gasta em um prédio abandonado.
Mas, João encontrou uma forma mágica para resolver o abandono da prefeitura, a transformou em comitê político de sua pretensa candidata a deputada Erlita de Freitas, que abandonou o mandato de vereadora para tentar se promover como secretária de Habitação.
A tentativa bosquiana de promover Erlita tem sido algo fora do comum, uma prova cabal disso é que a assessoria de imprensa da prefeitura, que também foi montada de forma ilegal, vem desde que a secretária assumiu a pasta fazendo uma tentativa de promover a secretária, distribuindo diversos releases sobre sua pasta toda semana.
Já dizia um jornalista que não vamos revelar o nome, que é release demais para trabalho de menos. Aliás, a assessoria era para ser da prefeitura, mas tem se tornado assessoria pessoal de João Bosco, que, por sua vez, tenta promover Erlita.
Ao abandonar a prefeitura, a assessoria de João Bosco disse que era para que o prédio fosse reformado, na verdade, isso foi uma justificativa para que João pudesse pagar dois compromissos de campanha, um com a Unimed, onde ele foi presidente, outro com o ex-jogador de futebol Alessandro Cambalhota, que através de sua família teria investido muito dinheiro nas tentativas de João de chegar à prefeitura, tendo agora como retorno o aluguel do prédio de Alessandro, que era um elefante branco na praça dos Leões.
Ao transformar o prédio em comitê político de sua possível candidata a deputada estadual, João comete vários crimes, que vão desde propaganda antecipada, abuso de poder político, improbidade administrativa, entre outros. Sem falar no gasto desnecessário ao erário publico, uma vez que se lá pode ser comitê de Erlita, poderia muito bem funcionar a prefeitura.
A manobra irregular de João e Erlita vem funcionando há diversos dias, até agora nenhum dos vereadores se manifestaram sobre a situação, mas, também existe o chamado corporativismo entre os vereadores. Como Erlita é vereadora licenciada, como diria Juvenal das Laranjas, “é uma banana fora do cacho”.
Por Jotta Mendes/Repórter Coragem