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Profissionais da saúde, promovem cirurgias em crianças com lábio Leporino em Teixeira de Freitas

17/04/2012 - 14h41

Popularmente conhecida como lábio leporino, a fissura labiopalatal é uma abertura na região do lábio e/ou palato do recém-nascido ocasionada pelo não fechamento destas estruturas na fase embrionária, isto é, entre a 4ª e a 12ª semana de gestação.

As fissuras podem ser unilaterais ou bilaterais e variam desde formas mais leves como cicatriz labial ou úvula bífida (“campainha” dividida) até formas mais graves como as fissuras completas de lábio e palato. As fissuras podem deixar o canal oral em contato com o nasal. Em cada 650 nascimentos no Brasil, uma nasce com fissura labiopalatal.

Buscando amenizar o sofrimento de crianças, mães e familiares, uma equipe de profissionais de saúde de Teixeira de Freitas decidiu abraçar um projeto para aumentar o número de cirurgias realizadas no município e, consequentemente, diminuir os casos registrados na região.

Um destes brilhantes profissionais, é o cirurgião plástico Eduardo Missias Oliveira, que há mais de 14 anos vem realizando gratuitamente este tipo de cirurgia em Teixeira de Freitas, com todo o suporte e lojística do Hospital Regional. Segundo o cirurgião, no início eram apenas duas cirurgias a cada dois meses. Com sua mudança para o sul do País, as cirurgias passaram a ser realizadas a cada quatro meses, mas com um maior número de crianças atendidas, graças aos novos parceiros que se juntaram ao projeto.

“A presença desse tipo de alteração congênita causa enorme choque nos pais que, geralmente, esperavam uma criança perfeita. Mesmo naqueles que descobrem a anomalia no pré-natal pelo ultra-som o impacto é grande. A fissura labial é aparente, já que se localiza no rosto, área de grande importância estética. A anomalia afeta o palato, causando ansiedade, pois há refluxo da alimentação do bebê pelo nariz, além dessas fissuras causarem desarmonia facial” explicou.

Hoje, a equipe destes valorosos profissionais é composta por dentistas, enfermeiras, fonoaudiólogas, pediatras, médicos, entidades de classe como Rotary, Maçonaria e Centro Espírita “Nosso Lar”, todos voluntários no combate a  este mal. Outra força atuante neste projeto, é o da equipe do CEO- Centro Especializado Odontológico, comandado pela doutora Viviane Nery. Associado ao trabalho cirúrgico, há todo um tratamento da arcada dentária, feitos de forma paralela.

Para a doutora Viviane Nery, o tratamento é indispensável para que a criança tenha a oportunidade de ter uma vida normal e saudável. “ Sem o devido tratamento, as fissuras

podem provocar seqüelas graves, como a perda da audição, problemas de fala e déficit nutricional, além do sofrimento com o preconceito. É possível a total reabilitação do paciente com fissura labiopalatal. Quanto mais cedo a intervenção, melhor. O inconveniente é que o tratamento é longo, tendo início desde o nascimento até a fase adulta, passando por várias cirurgias corretivas e estéticas”, disse.

Uma equipe multidisciplinar deve estar envolvida nessa reabilitação, como médicos, fonoaudiólogo, nutricionista, dentista, psicólogos e assistente social. A troca de informações entre os profissionais é fundamental para o tratamento da criança, pois um fator interfere diretamente no outro, no que diz respeito aos dentes, à fala, à face, às funções alimentares e ao desenvolvimento psicossocial.

Por bahianoticia.net/ Lúcio Andrade


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