Comerciantes se revoltam contra cobranças da Vigilância Sanitária

Nossa equipe de reportagem foi procurada por comerciantes para denunciarem as exigências feitas pela Vigilância Sanitária, que os obriga em 10 (dez) dias a se adequarem a suas normas.

Entre as exigências, está a necessidade de todo estabelecimento possuir uma área de higienização com compartimento para sabão líquido, papel toalhas e dedetização.
De acordo com um comerciante que preferiu não se identificar, a Vigilância Municipal exigiu ainda que a dedetização fosse feita em apenas algumas empresas da cidade, deixando claro que o procedimento só pode ser feito pelas escolhidas.
“O valor cobrado por estas empresas é padrão, todas elas cobram R$ 200,00 somente para por um pouco de líquido que parece gel em quatro cantos da loja. Me senti lesado pelo preço. Em outras empresas, que não indicado pela vigilância [sic], este mesmo serviço fica por R$ 120,00”, declarou o empresário.
“A exigência seria aceitável se a mesma Vigilância cumprisse o que é pedido nos órgãos públicos. Por que nos postos de saúde, escolas do município, ficaram isentos de tais ações? E o Hospital Regional, com tanto acesso de pessoas com vários tipos de enfermidades, não é necessário também tal medida? Por que esta predileção com estas empresas dedetizadora? Precisamos saber”, completou.
As empresas obrigatórias à prestação do serviço de dedetização são: Detox, Higienizar, Detetiza e Renovar.
Outro comerciante declarou ainda para nossa reportagem a situação de descaso do Mercado Municipal.
“Acho interessante é que eles vêm em nossos estabelecimentos, cheios de arrogância, mas, nas coisas do município não falam. O mercado municipal mesmo, aquela área destinada a venda de peixe, é um absurdo aquilo lá, estes alimentos são impróprios para consumo, expostos, às vezes, até no chão. E o lixão que se formou na área paralela ao mercado? Urubus e mal cheiro se misturam aos produtos vendidos na feira livre, isso eles não fiscalizam”, indagou outro comerciante.
A própria sede onde funciona a Secretaria de Vigilância deixa a desejar, o local, mal cuidado e de acesso precário, só demonstra a existência do antigo jargão: “Faça o que eu digo e não faça o que eu faço.”
Por Viviane Moreira / Repórter Coragem