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Pré-candidato a senador, Geddel Vieira Lima concede entrevista exclusiva ao Repórter Coragem

08/05/2014 - 10h39
Geddel Vieira Lima (1)

O pré-candidato ao senado Geddel Vieira Lima (PMDB) concedeu na tarde de 30 de abril entrevista exclusiva ao “Repórter Coragem” na capital do Estado, Salvador, onde o pré-candidato das oposições recebeu o repórter Jotta Mendes.

Jotta Mendes entrevista Geddel Vieira Lima (1)

RC – Geddel, como você viu primeiramente a composição desta chapa?

Geddel – Chapa forte, que se formou, sobretudo, pela minha responsabilidade e pelo amor que eu tenho a Bahia. Eu lutei muito, eu desejei ser candidato a governador, trabalhei para isso. Mas, em determinado momento, percebi que o Democratas desejou Paulo, quis Paulo e eu optei não por buscar um mandato, um conforto de um mandato de deputado e sim ousar e dar minha contribuição clara pra que possamos clara e efetivamente criar as condições de fazer alternâncias do poder na Bahia. Eu acho que esta gente que está aí já deu o que tinha que dar, o governo deixou muito a desejar, muitas promessas que não saem do papel, muita frustração de esperança e eu tinha que dar minha contribuição. Por isso, estou envolvido agora na candidatura do senado apoiando Paulo Souto, e absolutamente convencido que vamos ganhar a eleição com uma chapa forte, com projetos claros para o futuro da Bahia, para gente voltar a fazer esta terra se desenvolver. Estou muito otimista, muito satisfeito com a chapa.Geddel Vieira Lima (2)

RC – Apesar de deixar claro a sua vontade de ser candidato a governador, você sempre deixou transparecer que queria uma oposição unida. Então, de certa forma, o fato de você não ser o candidato te satisfaz uma vez que a oposição ficou unida e com possibilidade muito grande de ganhar eleição.

Geddel – Tenho que reconhecer que nossos desejos pessoais, nossas ambições pessoais são legítimas, eu queria, eu desejei ser candidato a governador pelo fato de me considerar uma pessoa absolutamente preparada, maduro do ponto de vista político para enfrentar os desafios que aí estão. Mas, governar é destino, não mostrou ser minha hora. Eu com a responsabilidade, com o amor a esta terra com a responsabilidade de criar condições para haver mudanças para alternar a mudanças de poder, eu optei por apoiar Paulo, homem experiente que tem contribuições dadas no passado, certamente, capaz de dar novas contribuições no futuro para gente vencer estas essas eleições. Se estiver escrito nas estrelas, coisa do destino, mais adiante eu venha dar uma contribuição efetiva a Bahia como candidato a governador deste Estado. O que eu estou empenhado agora é nesta campanha para o Senado da República para devolver a Bahia algo que ela não tem há muito tempo, uma voz firme e corajosa que coloque a Bahia acima de qualquer interesse e que a defenda com vigor no Senado da República. É para isso que estou me preparando para ser a voz da Bahia no Brasil.

RC – A Bahia vive uma verdadeira crise política que nunca houve anteriormente, que são as greves. Greves dos servidores da Justiça, greve de professores, greve de servidores do Estado e duas da Polícia Militar, resultando, inclusive, na prisão do líder da greve. Como você é uma pessoa que sempre amou a Bahia, foi deputado federal e agora candidato a Senador da República avalia tudo que vem acontecendo na Bahia?

Geddel – Avalio com tristeza, de ver a Bahia perdendo grandes oportunidades que o Brasil ofereceu. De ver o servidor público sem expectativas, sem ser valorizado, de ver greves que desarrumam o serviço público e infelicitam a cidadania e dão exemplo ruim da Bahia para o Brasil, de ver uma série de obras que não saem do papel. Nada avança, é destruição de nosso parque calçadista, do nosso polo de informática, enfim, eu acho que a Bahia perdeu muito espaço, na região Extremo Sul que eu conheço tão bem, por exemplo,  como se justifica que com tanto tempo de governo não se tenha tomado iniciativa de fazer a duplicação da BR-101? Todos Estados tiveram. Agora, só agora, depois de o Aécio Neves estar na Bahia e dizer que seria a primeira obra do governo dele, a presidente vem para lançar um edital de licitação já no fim do governo para duplicar a BR-101 norte. A Bahia perdeu espaço, deixou de ter avanço exatamente por que o PT da Bahia se dizendo muito amigo do Presidente da República, sempre deixou que a Bahia ficasse em segundo lugar para fortalecer as posições partidárias. Mas, isso vai mudar, esta situação que hoje vivemos me entristece muito.

RC – Como você avalia estes diversos protestos que acontecem todos os dias em nosso Estado?

Geddel – É o resultado de uma administração frágil, uma administração que não tem compromisso, que frustrou esperança, que não tem projeto, que não tem planejamento, que não faz as coisas saírem do papel e é por isso que eu sinto claramente este sentimento da Bahia de querer alternância de poder, de querer trazer novas pessoas, novas motivações, novo momento para o nosso Estado. Estou absolutamente convencido que vamos vencer estas eleições. Paulo Souto tem a consciência clara da atenção que tem que dar ao Extremo Sul, tem que dar ao oeste da Bahia, inclusive, criando condições para você ter, vinculado ao governo estadual, estância de soluções de problemas com muito mais agilidade nestas regiões que ficam mais distantes da capital. O Extremo Sul da Bahia ficou abandonado ao longo destes anos de governo do PT, apesar de todo apoio que deu ao governador Jaques Vagner. As obras que tem o Extremo Sul hoje relevante são aquelas obras que eu fiz quando ministro da Integração Nacional em Nova Viçosa, em Alcobaça, Mucuri, Teixeira de Freitas, quando nós não tínhamos a prefeitura nem a parceria, mas, criamos condições para o polo moveleiro, enfim, se for ver nossa participação, em toda Bahia tivemos obras e participação, com nosso amor e compromisso com esta terra. É isto que quero continuar oferecendo ao meu Estado no exercício de um mandato de Senador da República.

RC – Quando o governador Jaques Vagner assumiu o governo em 2007, ele disse em Teixeira de Freitas que faria um bom governo porque encontrou o Estado em situação confortável. Paulo Souto vindo a assumir em 1º de janeiro de 2015, não poderá dizer a mesma coisa, haja vista que, os débitos da Bahia são estrondosos. Como é que você vê esse atual Estado, devendo, deixando de pagar seus fornecedores, os próprios servidores?

Geddel – Com muita preocupação. O atual governo quebrou a Bahia. Nós perdemos nossa capacidade de investimento, nos endividou sobremaneira. Agora quer fazer uma armação que é um crime contra a Bahia e contra nosso futuro.


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