Gilberto do PT mostra poder de articulação e humilha João Bosco na derrubada do veto do eucalipto

Desde que o projeto que disciplina o plantio e replantio de eucalipto em Teixeira de Freitas foi vetado pelo prefeito municipal João Bosco Bittencourt, fato ocorrido na sessão ordinária da Câmara de Vereadores em 1º de abril, que o prefeito e seu então líder na Câmara, Gilberto Lemes Soares, o “Gilberto do PT”, não falam a mesma língua, apesar de rezar na cartilha do Partido dos Trabalhadores.
Após o veto, na sessão seguinte realizada em 8 de abril, Gilberto renunciou a liderança do prefeito, começando a articular para que o veto fosse derrubado. Parecia impossível, haja vista que é notório que o prefeito mantém uma ampla maioria dos vereadores na sua base de sustentação.
Mas, Gilberto não ficou sozinho, contou com o também petista Edinaldo Rezende, que anda insatisfeito com João Bosco desde que Isabel Cristina Motta foi exonerada da Secretaria de Educação, pasta que era indicação do edil, que viu seu acordo com o prefeito ser quebrado sem poder sequer nomear o substituto.
Neste período os dois vereadores correram contra o tempo para derrubar o veto, em razão de que o prazo para a votação era de 40 dias, que terminaria no próximo dia 11 de maio, portanto, a última sessão era o dia final.
Houve muita articulação do prefeito e de vereadores que não compõem sua base aliada para que o veto fosse mantido, mas, o poder de articulação de Gilberto do PT ficou evidente. Mostrou que, além de possuir melhor articulação que João Bosco, ele manda mais que o prefeito em vereadores da base aliada.
Na hora da votação, o velho suspense de sempre. Para derrubar o veto era preciso maioria absoluta, maioria simples manteria. Gilberto, então, impôs a João Bosco uma bela derrota, conseguindo 11 votos pela derrubada do veto, contra 7 de João Bosco pela manutenção, quatro votos de diferença e mais uma derrota para o prefeito João Bosco.
O placar da votação poderia ser 11 a 8, mesmo placar da eleição para presidente, quando João Bosco perdeu para Ronaldo Baitakão, mas, talvez, para evitar que isso se repetisse, Erlita de Freitas arrumou uma viagem e se esquivou de participar da votação, com isso, João Bosco teve um voto a menos.
Resta saber agora como vai se comportar a base aliada, que ficou bastante desalinhada após essa votação, terá João Bosco condições de retomar o domínio da sua base, ou, ele estaria perdendo de vez o poder sobre a Câmara de Vereadores, é esperar para ver. Do jeito que as coisas andam é melhor que o prefeito evite o conflito.
Por Jotta Mendes/Repórter Coragem