Polícia Federal apreendeu documentos no gabinete do prefeito, na licitação e na educação em Teixeira

A Polícia Federal apreendeu diversos documentos e processos licitatórios da atual prefeitura do município de Teixeira de Freitas, nas mãos do petista João Bosco Bittencourt. A operação da PF ocorreu na manhã e tarde da última quarta-feira, e causou alvoroço na cidade, principalmente no meio político, com a movimentação de viaturas transitando na cidade. Bosco, no entanto, não se encontrava no município. Segundo a assessoria de comunicação, ele estaria viajando.

Conforme os agentes federais, a operação foi fruto do cumprimento de uma ordem judicial. Investigações teriam apontado diversas irregularidades nos processos licitatórios. Foram apreendidos documentos da Secretaria Municipal de Educação, do gabinete do prefeito e da Copel, comissão de licitações do município. “Não podemos falar profundamente, mas estamos analisando algumas documentações relacionadas a vários processos licitatórios, que possivelmente foram realizados com irregularidades. Nesse primeiro momento, estamos fazendo uma apreciação, para em outro momento constatarmos alguma circunstância”, disse o delegado federal ao Portal N3, da região. 
Ainda conforme a PF, os documentos e processos de licitação serão analisados para serem constatadas as possíveis irregularidades. Nos bastidores, a informação que circula é que a Associação de Professores (APLB) de Teixeira de Freitas teria feito a denúncia à PF, após constatar situações irregulares na pasta da Educação. As investigações teriam detectado que tais irregularidades se estenderam para outras áreas. 
“Não estamos aqui com objetivo de analisar apenas a educação, caso contrário iríamos apenas na Secretaria da Educação, a PF cumpre determinação de analisar a fundo assuntos relacionados à Prefeitura de Teixeira de Freitas, é o que podemos falar no momento”, acrescentou a PF.
Contas rejeitadas – O prefeito de Teixeira de Freitas, João Bosco (PT), já teve as contas de 2013 rejeitadas ano passado pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). Segundo o órgão, a rejeição se deu por conta de “graves irregularidades”, como apontou o relatório do conselheiro Fernando Vita. O município gastou R$ 4.411.408,36 a mais do que arrecadou no exercício de 2013 e Bosco foi obrigado a devolver aos cofres municipais R$ 768.762,43, por ausência de comprovação de despesas, gastos com multas e juros por atraso no cumprimento de obrigações.
Ainda conforme o TCM, o conselheiro Fernando Vita também encontrou gastos altos dos serviços técnicos de sistema software pedagógico (R$ 1.850.000,00), com consultorias (R$ 1.844.306,00) e realização de festas e eventos (R$ 890.920,78). O prefeito recorreu da decisão.
Fonte Tribuna da Bahia