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Pai acusa policiais de torturar, matar e mentir sobre tiroteio com seu filho, no caso do Tn Queiroz

19/11/2015 - 11h23
Valdete Souza Machado

O senhor Valdete Souza Machado, conhecido por Valdete Pedreiro, por conta de seus serviços prestados, morador de Teixeira de Freitas desde 1977, foi até a imprensa local na quarta-feira, 18 de novembro, relatar que seu filho, Vilian dos Santos Machado, 20 anos, acusado de ter sido contratado para matar o policial da reserva, tenente José Luiz Firmo Queiroz, 75 anos, na noite de domingo, 15, em Duque de Caxias, foi executado por policiais e não houve troca de tiros, como divulgado anteriormente.

Vilian dos Santos Machado

Valdete relatou a seguinte situação: “os policiais me pegou em casa, botou na viatura, fez eu entregar meu filho, eu pensando que eles iam me levar para a Delegacia junto com meu filho, me deixou no meio da rua, pegou meu filho na casa do sogro dele, deitado, algemou, andou uns 70 metros, colocou meu filho dentro da viatura para levar pra matar, com uma hora que eu estava na Delegacia, chegou um telefonema que meu filho estava no Hospital e quando eu cheguei meu filho estava morto lá” (sic).

Ele ainda relata que havia marcas de tortura pelo corpo do filho, nos dedos, nas costas e na cabeça do rapaz, além do tiro no peito. O pai de Vilian disse que o filho estava na mesma festa da confusão que aconteceu a morte do tenente, mas afirma que o rapaz “nem tinha arma, nunca teve passagens pela Polícia, meu filho é trabalhador”, disse emocionado.

“Por que não pegaram meu filho para investigar? Pegaram meu filho para matar, com uma hora que eles pegaram meu filho, ele estava morto”, desabafa o pai, sobre a forma como o filho supostamente teria sido conduzido.

Por telefone, o Sulbahianews conversou com o Major Magalhães Dantas, comandante da 87º Companhia Independente da Polícia Militar, e foi informado que um procedimento investigativo será feito internamente, na Polícia Militar, e também na Polícia Civil. Os nomes dos policiais envolvidos foram preservados e o número da viatura utilizada também. Os policiais continuam em serviço.

Perguntamos ao Major se as viaturas tem algum sistema de câmeras, rastreamento ou áudio, mas ainda não tem nada que possa dizer por onde a viatura realmente andou durante as operações.

De acordo com o coordenador do Departamento de Polícia Técnica de Teixeira de Freita, Dr. Manuel Garrido, o relatório da necropsia do Vilson ainda não está concluída e, provavelmente, estará pronta na próxima semana e será entregue ao delegado responsável pelo caso, Dr. Kléber Gonçalves.

O policial José Luiz Firmo Queiroz foi morto covardemente dentro de um bar no dia 15, por motivo torpe. As investigações, até o momento, apontam que ele estava com amigos, quando abaixou o som do carro de Cleomar José dos Santos, 28 anos. Cleomar saiu e contratou dois rapazes para matarem o tenente. Os assassinos chegaram de moto e um deles, que ainda se encontra foragido, teria atirado contra o policial sem dar chances de defesa.

José Luiz era bastante querido na região e teve um trabalho honesto dentro da Polícia Militar em nossa região, tanto que escolheu continuar morando aqui, após aposentar. As pessoas ficaram chocadas com a brutalidade e covardia com que o Policial foi executado.

Cleomar se encontra detido e o outro rapaz, Bruno Vieira dos Santos, vulgo “Guêlo”, que seria o atirador, está foragido.

Fonte Sulbahianews


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