Bahia

Gerdau demite 120 trabalhadores da sede de Simões Filho, diz sindicato

04/12/2015 - 17h04

BRAZIL STEEL OUTLOOK

Um total de 120 funcionários da Gerdau Usiba, da sede de Simões Filho, região metropolitana de Salvador, foi demitido na manhã desta sexta-feira (4), segundo informações do Sindicato dos Metalúrgicos.

Conforme a Gerdau, empresa que produz laminados de aço, os desligamentos acontecem por conta da paralisação da área de laminação. Com isso, a produção será transferida para plantas industriais no país.

“A área de corte e dobra seguirá operando e o atendimento aos clientes se manterá inalterado”, disse, em nota.

Os demitidos atuavam na área de laminação e logística. Por meio da assessoria de imprensa, a empresa informou que a decisão ocorreu devido à “necessidade de otimização das atividades no segmento de aços longos, considerando o cenário de desafios vivenciado pela indústria do aço no Brasil e no mundo”.

Segundo Ailton Noronha, funcionário da empresa e diretor sindical, os trabalhadores estavam em regime de lay-off (contratos suspensos temporariamente), situação que duraria até o dia 15 de janeiro, mas foram convocados a compareceram à empresa no turno da manhã desta sexta.

“O lay-off tem prazo de cinco meses e terminaria em janeiro. Na quinta [3], foi anunciado que o lay-off seria suspenso. Hoje eles justificaram que o mercado não teve sinais de melhora e que não tinha condições de sustentar o pessoal na empresa”, informou o sindicalista Noronha.

De acordo com o sindicalista, as demissões na sede de Simões começaram em novembro de 2014, com 90 dispensas na placa de aciaria e remanejamento de parte dos funcionários para a laminação e sucata.

“Quando chegou em julho de 2015, hibernou o pátio de sucata e tirou uma turma da laminação, demitindo mais 70 pessoas”, contou Ailton Noronha.

A Gerdau informou que dados do Instituto Aço Brasil mostram que o consumo nacional no mês de outubro foi de 1,7 milhão de toneladas de produtos siderúrgicos. Já de janeiro a outubro, de 18,6 milhões de toneladas.

“Esses volumes representaram queda de 26,4% e 15,2%, respectivamente, em relação aos mesmos períodos do ano anterior”, informou.

“A Empresa reforça que a hibernação e a consequente transferência da produção de aço da Usiba serão temporárias, retornando quando houver recuperação dos níveis de demanda no mercado brasileiro”.

Por G1


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