Principal testemunha de chacina no ES é encontrado morto; acusados da barbárie são da Bahia

A principal testemunha da chacina que vitimou a família Telek no distrito de São Rafael, na zona rural de Linhares-ES, foi encontrada morta numa lagoa no interior de Governador Lindenberg, também em território capixaba, na manhã desta terça-feira (08).
O corpo de Selmo Ferreira dos Santos, conhecido como “Minieirinho”, foi encontrado boiando por moradores da região. A informação foi confirmada pelo Chefe da Delegacia Regional de Linhares, Valter Barcelos, na manhã desta quarta-feira (09).
A vítima teria sido peça fundamental para as equipes de investigação da Delegacia de Crimes Contra a Vida de Linhares desvendarem o crime ocorrido em dezembro do ano passado. Ele estava desparecido desde o último domingo (06).
O delegado revelou que Selmo Mineiro vinha sofrendo ameaças de morte desde à época do crime, teria entrado em depressão e estava em tratamento. Segundo Valter Barcelos a Polícia trabalha com a hipótese de suicídio, o que será confirmado somente após a conclusão dos laudos de medicina legal, já que a vítima não possuía nenhum sinal de violência e nem marcas de tiros e objetos perfurocortantes no corpo.
“Temos a informação de que ele não sabia nadar e teria morrido afogado. Inicialmente a principal hipótese é o suicídio”, destaca.
A morte de Celso Mineiro é investigada pela 15ª. Delegacia Regional de Colatina.
Suspeitos presos são da Bahia
Os dois principais suspeitos de serem os autores da chacina, Ismael Vitor dos Santos Jr (30 anos) e Jairo Conceição dos Santos (22 anos), estão presos no Centro de Detenção Provisória de Aracruz-ES.
Um terceiro acusado, que irmão mais velho da dupla, Maurício Ramos dos Santos (34 anos), conhecido como “Maurição”, continua foragido. Todos são naturais da Bahia e apenas Maurição possui passagem pela Justiça por roubo.
A chacina teve como vítimas Francieli Telek de Oliveira (21 anos), seu irmão Fábio Telek (22 anos), e o cunhado dele, Eleilson Souza, conhecido como “Léo”. Uma criança, Mirela Telek (3 anos), filha de Francieli também foi morta por asfixia e depois teve o corpo carbonizado, segundo informações do titular da Delegacia de Crimes Contra a Vida (DCCV), delegado André Jaretta.
Fábio e Léo foram os primeiros a serem mortos com pauladas e golpes de facão numa mata próxima à propriedade rural que trabalhavam. Já Francieli e a filha Mirela foram mortas por asfixia no interior da casa onde moravam. Todas as vítimas foram carbonizadas na sequência.
Por Site de Linhares