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Microcefalia em Teixeira: caso não tem relação com Zika Vírus

16/12/2015 - 08h16

Microcefalia imagem ilustrativa

As causas do caso de microcefalia registrado em Teixeira de Freitas e divulgado por uma nota da Secretária de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), ainda está sendo investigado pelo Departamento de Vigilância Epidemiológica do Estado, mas segundo a Secretaria de Saúde de Teixeira, já foi apurado que a mãe da criança não tem histórico de infecção do Zika Vírus.

A microcefalia não é causada apenas pelo o Zika Vírus, ela pode ser originada por questão genética, ou por outras causas, como:

  • Má formação do sistema nervoso central;
  • Diminuição do oxigênio para o cérebro fetal: algumas complicações na gravidez ou parto podem diminuir a oxigenação para o cérebro do bebê;
  • Exposição a drogas, álcool e certos produtos químicos na gravidez;
  • Desnutrição grave na gestação;
  • Fenilcetonúria materna;
  • Rubéola congênita na gravidez;
  • Toxoplasmose congênita na gravidez;
  • Infecção congênita por citomegalovírus.

Como infirmou anteriormente, em uma matéria feita no dia 8 de dezembro, a Assessoria de Comunicação da Saúde de Teixeira, voltou a afirma nesta segunda-feira (14), que o município não registrou nenhum caso do Zika Virus. Ainda segundo a Assessoria, o combate ao mosquito Aedes Aegypti, também responsável pela transmissão da doença, está controlado até o exato momento.

Entre janeiro e dezembro deste ano, Teixeira confirmou 161 casos de dengue e notificou outros 476 casos. Uma baixa expressiva se comparado aos 3.800 casos de 2014.

Os números deixam o município bem abaixo da média Nacional e Estadual, referente ao número populacional, ficando fora da lista das cidades de área de risco na Bahia.

A secretaria ressalta a importância da população se manter alerta no combate ao mosquito da dengue, evitando uma nova epidemia na cidade, evitando também, que esses novos vírus não cheguem ao município.

Para isso, é necessário ter a consciência de estar vigilantes nos locais de convívio, seja em casa, no trabalho, ou em qualquer lugar de socialização, observando possíveis focos de reprodução.

Por Uinderlei Guimarães/SulBahiaNews

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