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PMDB indica senador Raimundo Lira para presidir Comissão do Impeachment

20/04/2016 - 17h48

Raimundo Lira

O senador Raimundo Lira (PMDB-PB) será o presidente da Comissão Especial do Impeachment no Senado. O anúncio foi feito no início da tarde de hoje (20) pelo líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE).

Como titulares do PMDB no colegiado, foram indicados os senadores:

  • José Maranhão (PB);
  • Waldemir Moka (MS);
  • Rose de Freitas (ES);
  • e Simone Tebet (MS).

Os suplentes serão:

  • Hélio José (DF);
  • Marta Suplicy (SP);
  • Garibaldi Alves (RN);
  • João Alberto (MA);
  • Dário Berger (SC).

Ao lembrar que o PMDB tem 18 parlamentares na Casa, Eunício de Oliveira afirmou que a escolha de Lira foi pessoal e a mais difícil da sua função de líder.

O senador Raimundo Lira preenche, no meu entendimento como líder, todas as qualidades como seriedade de tranquilidade. Esse é um processo que não pode ser feito para alguém aparecer na mídia. Esse é um processo muito sério”, disse.

Apesar de já ter declarado voto favorável ao impedimento da presidenta Dilma, o senador Raimundo Lira é visto, mesmo por parlamentares do PT, como um bom nome, moderado e de bom trânsito. Após a indicação para ser presidente da comissão especial, a assessoria do senador Raimundo Lira disse que agora ele se declara indeciso.

Instalação

Antes da instalação da comissão especial, na segunda-feira (25), os nomes indicados terão que cumprir uma formalidade: ser aprovados, em sessão deliberativa do Senado marcada para as 16h. Em seguida, já na comissão, serão eleitos o presidente e o relator da comissão.

Segundo o Regimento Interno do Senado caberá ao presidente da comissão, indicar o relator. Diante da defesa do nome do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), apoiadores do governo insistem que seja indicado um nome considerado neutro para a comissão.

Outras indicações

Até o fechamento dessa reportagem apenas o PDT, que faz parte do Bloco de Apoio ao governo junto com o PT, ainda não tinha indicado o nome do titular e do suplente para o colegiado.

Representando o PT, devem compor a comissão, como titulares, os senadores:

  • Lindbergh Farias (PT-RJ);
  • Gleisi Hoffmann (PT- SC);
  • José Pimentel (PT-CE).

Como suplentes, foram escalados os senadores:

  • Humberto Costa (PT-PE);
  • Fátima Bezerra (PT-RN);
  • João Capiberibe (PSB-AP).

Apesar da divulgação dos nomes, o PT não oficializou as indicações. Isso será feito apenas na sexta-feira (22) , no fim do prazo dado pelo presidente do Senado, para garantir que a comissão não seja instalada antes da próxima segunda-feira (25).

Ontem mesmo, o Bloco da Oposição (PSDB-DEM-PV) já havia indicado como titulares os senadores:

  • Antônio Anastasia;
  • Aloysio Nunes (PSDB-SP);
  • Cássio Cunha Lima (PSDB-PB);
  • Ronaldo Caiado (DEM-GO).

Os suplentes serão:

  • Tasso Jereissati (PSDB-CE);
  • Ricardo Ferraço (PSDB-ES);
  • Paulo Bauer (PSDB-SC);
  • Davi Alcolumbre (DEM-AP).

O Bloco Moderador (PR-PTB-PSC-PRB-PTC) terá como titulares:

  • Wellington Fagundes (PR-MT);
  • Zezé Perrela (PTB-MG).

Como suplentes:

  • Eduardo Amorim (PSC-SE);
  • Magno Malta (PR-ES).

Já o Bloco Socialismo e Democracia (PSB-PPS-PCdoB- Rede) escolheu como titulares:

  • Romário (PSB-RJ);
  • Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE);
  • Vanessa Grazziotion (PCdoB-AM).

Como suplentes

  • Roberto Rocha (PSB-MA);
  • Cristovam Buarque (PPS-DF);
  • Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Outro bloco parlamentar, o da Democracia Progressista (PP-PSD) terá como titulares:

  • Ana Amélia (PP-RS);
  • Gladson Cameli (PP-AC);
  • José Medeiros (PSD-MT).

Serão os suplentes:

  • Sérgio Petecão (PSD- AC);
  • Wilder Morais (PP-GO);
  • Otto Alencar (PSD-BA).

Operação Lava Jato

Até agora, quatro senadores indicados para vaga de titulares são alvo de inquéritos relacionados à Operação Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal):

  • Fernando Bezerra Coelho;
  • Gladson Cameli;
  • Gleisi Hoffmann;
  • Lindbergh Farias.

Segundo a Justiça Federal, eles são suspeitos de receber propina do esquema de desvios da Petrobras.

Todos negam participação em qualquer irregularidade.


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