Justiça ouve mais de 60 testemunhas e mantem prisão dos filhos do prefeito de Medeiros Neto

Mais de 60 testemunhas foram ouvidas em uma audiência que aconteceu na terça-feira, 2 de agosto, no tribunal da Justiça Federal Comarca de Teixeira de Freitas, referente a “Operação Hera” realizada em Medeiros Neto.
A ação conjunta da Polícia Federal desarticulou uma organização criminosa, onde um grupo foi preso, sendo acusados de desvio de dinheiro público do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), em 13 de abril deste ano.

O Prefeito de Medeiros Neto, Nilson Vilas Boas Costa (PSB) de 80 anos, têm dois filhos presos na “Operação Hera” no Conjunto Penal de Teixeira de Freitas, Rogério Reis Costa que é réu por corrupção passiva no processo: 0021060-05.2016.4.01.0000, Nilson Vilas Boas Costa Júnior que é réu por corrupção passiva no processo: 0027791-17.2016.4.01.0000.

Com a prisão dos réus, o prefeito passou mal e precisou ser hospitalizado. Seus filhos são ex-secretários de administração do município, e suas prisões foram consolidadas na segunda fase da “Operação Hera”.
A primeira fase iniciou no dia 8 de março com a prisão da secretária de Educação, Aleny Brito Lacerda e o motorista da prefeitura, Ranieri Santos Lima, que continuam presos por Emprego irregular de verbas ou rendas públicas nos processos 0031837-49.2016.4.01.0000 – 0031834-94.2016.4.01.0000 – 0003694-05.2016.4.01.3313.

De acordo com o MPF, o esquema criminoso era executado, em sua maioria, por agentes públicos da prefeitura de Medeiros Neto, que inseriam dados falsos, como acréscimos salariais e gratificações ilegais, nos contracheques de servidores públicos municipais, escolhidos aleatoriamente. Após a compensação dos valores, estes servidores eram obrigados a devolver os acréscimos ilegalmente recebidos à Secretaria Municipal de Educação.
Fonte Sulbahianews/Siara Oliveira