Sem casos de Zika, secretaria de Saúde de Teixeira diz manter o controle

Apesar de Pernambuco ter apresentado a maior quantidade de casos de microcefalia até o momento, o Estado da Bahia levanta preocupações de especialistas, pois é o local onde foram notificados os maiores índices de suspeita de zika vírus do país neste ano.
No final de novembro, o Ministério da Saúde confirmou a relação entre o zika vírus e os casos de microcefalia na região Nordeste, a partir da confirmação do Instituto Evandro Chagas, do micro-organismo em amostras de sangue e tecidos de um bebê nascido no Ceará, mas que acabou morrendo. A criança apresentava microcefalia e outras malformações congênitas.
A situação reforçou o apelo do ministério para a mobilização nacional no combate ao mosquito Aedes aegypti, responsável pela disseminação da dengue, zika e chikungunya.
Os dados de zika vírus, entretanto, são provavelmente muito subestimados, já que a notificação da doença não era compulsória até esse recente surto de microcefalia e sua identificação, nos sistemas de saúde, pode ter sido confundida com a dengue, isso explicaria a diferença dos registros entre Pernambuco e Bahia. Segundo um relatório da coordenação do Programa Nacional do Controle da Dengue, também do Ministério da Saúde, a Bahia teve 56.318 casos suspeitos até o final de outubro (70% do total registrado, de 84.931). Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, até 18 de novembro o número já havia subido para 62.635, em 284 dos 417 municípios.
Um novo relatório da Secretária Estadual de Saúde, aponta que o Estado identificou 150 casos suspeitos de microcefalia até o dia 3 de dezembro.
Há três dias, eram 112 a quantidade de notificações. Ao todo, seis bebês já morreram em decorrência da doença. Os óbitos ocorreram nas seguintes cidades: Salvador, Itapetinga, Olindina, Tanhaçu, Camaçari, e Itabuna.
Sem registros de Zika até o momento, a secretaria de Saúde de Teixeira de Freitas, diz manter o controle sobre a proliferação do mosquito Aedes aegypti. Cerca de 100 agentes de endemias, realizam diariamente um trabalho preventivo nos bairros da cidade.
De acordo com o Assessoria de Comunicação da secretaria, atualmente Teixeira está abaixo do índice de alerta de casos de dengue estipulado pelo Estado.
A assessoria destacou que mais importante que o trabalho dos agentes é a conscientização popular sobre os perigos das doenças transmitidas pelo mosquito, e seu combate diário com pequenas iniciativas que partem de casa.
O Zika
O vírus Zika é transmitido especialmente por mosquitos infectados, principalmente o mosquito da dengue. A maioria das pessoas não tem sintomas, mas quando surgem são principalmente erupções na pele, olhos vermelhos e dores no corpo. Eles desaparecem em até uma semana, em geral.
Prevenção
Todo mundo pode colaborar na prevenção, principalmente lutando contra o acúmulo de água e lixo que atraem mosquitos. É hora de também colocar tela na casa e usar mosquiteiro. E abusar do repelente, seguindo as orientações do rótulo. Quem está pensando em engravidar, deve levar essa situação em conta e quem já espera o bebê deve tomar cuidado com picadas de mosquito, mesmo que já esteja em fase adiantada de gestação.
Recomendações do Ministério da Saúde específicas para grávidas:
Atualizar as vacinas de acordo com o calendário vacinal do programa nacional de imunização do Ministério da Saúde
Atenção sobre a natureza e a qualidade daquilo que se ingere (água, alimentos, medicamentos), consome ou se tem contato, principalmente sobre a ação desses produtos no desenvolvimento do bebê.
Proteger-se das picadas de insetos, evitando horários e lugares com presença de mosquitos e, sempre que possível, utilizar roupas que protejam o corpo. Consultar o médico sobre o uso de repelentes e verificar atentamente no rótulo a concentração do produto e definição da frequência do uso para gestantes. Além disso, telas de proteção, mosquiteiros e ar-condicionado também são medidas de proteção.
Se houver qualquer alteração no estado de saúde, principalmente no período até o quarto mês de gestação, comunicar aos profissionais de saúde.
Fonte Sulbahianews