Bolsonaro diz que pode ser “convencido” a ampliar auxílio emergencial se houver recursos

O presidente, Jair Bolsonaro, afirmou nesta segunda-feira, 27 de abril, que não está prevista uma ampliação do auxílio emergencial R$ 600 para trabalhadores informais, mas disse que poderá ser “convencido” sobre isso, se houver recursos.
Na semana passada, o Senado aprovou uma proposta que aumenta as categorias com direito a receber o auxílio. O projeto agora será analisado por Bolsonaro.
“Não está prevista a ampliação, até porque cada parcela está na casa, um pouco acima, de 30 bilhões de reais“, disse Bolsonaro, acrescentando depois sobre a inclusão de novas categorias: “Isso daí, por enquanto, não está previsto. Se houver necessidade, se nos convencerem e tiver recurso para tal, a gente estuda e defere ou não“.
O texto aprovado pelo Senado acrescenta nominalmente categorias como beneficiárias da renda emergencial, além de outras mudanças, como a extensão a mães adolescentes solteiras — antes era preciso ter ao menos 18 anos — e inclusão de pais solteiros que, como as mães chefes de família, receberão R$ 1.200.
Entre as categorias que podem ganhar o direito de receber o auxílio estão:
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taxistas e motoristas de aplicativo;
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pescadores;
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trabalhadores de artes e da cultura;
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agentes e guias de turismo;
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cabeleireiros e manicures;
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professores contratados que estão sem receber salário;
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entre outros.
O projeto também estabelece critério de renda de meio salário mínimo para a concessão do Benefício de Prestação Continuado (BPC), auxílio voltado para deficientes e idosos pobres.
Hoje, a permissão é para esse grupo de pessoas com renda de menos de meio salário mínimo. Segundo a equipe econômica, essa mudança no BPC teria impacto é de R$ 20 bilhões por ano, não restrito ao período da crise.
Edição: Bell Kojima