Bahia

Bahia registra 18 mortes por meningite no ano; oito em Salvador

04/06/2018 - 16h58

A meningite já tirou a vida de 18 pessoas na Bahia este ano, de acordo com dados da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), contabilizados de 1º de janeiro até o dia 12 de maio. Do total, oito mortes ocorreram em Salvador. O número representa uma queda nos quadros da doença, comparados com mesmo o período de 2017.

De janeiro a 12 de maio do ano passado, foram 21 vítimas fatais. A 19ª vítima fatal foi um homem de 75 anos que faleceu na manhã da última quinta-feira (31), em Itabuna, Sul do estado, e que não está no levantamento mais recente da Sesab.

   A redução significativa, no entanto, veio no número de diagnósticos da doença em toda a Bahia.

Neste ano são 116 casos, sendo 44 de meningite bacteriana, 43 viral e 29 não especificados ou por outra causa. No mesmo recorte de 2017 foram 185 casos no total: 58 apontaram quadro de meningite bacteriana, 72 viral e 55 não foram especificados ou foram causados por outros fatores.

O idoso de Itabuna que morreu na quinta estava internado no Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães e foi submetido a exames que apontaram um quadro de meningite bacteriana gram positiva, causada por um tipo de bactéria chamada pneumococco.

CONTÁGIO

A doença é transmitida através do contato com pessoas infectadas, através das vias respiratórias, por gotículas e secreções do nariz e da garganta.

Como a doença pode ser causada por mais de um tipo de bactéria, não existe uma única vacina capaz de prevenir todos os casos. O que se tem são vacinas individuais contra Haemophilus influenzae e o Streptococcus pneumoniae, que podem causar meningite.

   A meningite merece atenção redobrada e rapidez no tratamento porque alguns casos podem deixar sequelas.

Entre as mais graves estão paralisias, surdez, diminuição da capacidade intelectual e quadro de epilepsia, com convulsões. Os casos da meningite por vírus, normalmente, não deixam sequelas.

Saiba quais são os principais sintomas da doença:

  • Febre alta repentina;

  • Dor de cabeça intensa;

  • Pescoço rígido, que não permite encostar o queixo no tórax;

  • Náuseas e vômitos, estes, geralmente, em jato;

  • Confusão mental e dificuldade de concentração;

  • Convulsões;

  • Fotofobia (incômodo com a luz);

  • Sonolência;

  • Pequenas manchas vermelhas pelo corpo e recusa alimentar;

  • Nos bebês a moleira pode ficar tensa e abaulada;

  • Apresentam rigidez do corpo e ficam extremamente irritados, com choro intenso.


Edição Bell Kojima/Repórter Coragem


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