Está foragido o acusado de encomendar morte de carteiro

É considerado foragido da justiça, Ericles Campos de Oliveira, acusado de encomendar a morte do carteiro Wellington de Araújo Santos, de 35 anos, alvejado a tiros no início da noite de quarta-feira do último dia 17 de fevereiro, em plena avenida Getúlio Vargas, no Centro de Itamaraju.
Cinco dias após o crime, em 22 de fevereiro de 2016, Ericles se apresentou em companhia de um advogado à Polícia Civil de Itamaraju e como a sua prisão ainda não havia sido decretada pelo Judiciário, após prestar depoimento o mesmo acabou sendo liberado.
Dias depois, segundo o delegado Marco Antônio Neves, titular da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes de Teixeira de Freitas (DTE) e então substituto de Itamaraju, a prisão do acusado foi decretada pela justiça e desde então o mesmo encontra-se com paradeiro desconhecido.

O crime
No mesmo dia do homicídio tentado, já que o carteiro conseguiu sobreviver aos tiros, inclusive um que lhe atingiu o maxilar, a Polícia Militar de Itamaraju prendeu Eric Barreto Sales, de 28 anos, que assumiu ter sido ele o autor dos três disparos contra o carteiro Welligton.
No dia seguinte, quinta-feira (18/02), foi presa enquanto acompanhava o carteiro no Hospital Municipal de Teixeira de Freitas (HMTF), para uma cirurgia no maxilar, a mulher dele, Luciana de Jesus, acusada de acobertar o amante Ericles, que por querer ficar com a mulher sozinho já havia falado em sua presença que iria encomendar a morte do carteiro.

Wellington de Araújo Santos, de 35 anos, foi baleado numa das pernas e na boca, tendo fraturado o maxilar e quebrado vários dentes.
Ainda segundo o delegado Marco Antônio Neves, responsável pela elaboração do inquérito policial do caso, o executor Eric permanece preso à disposição da Justiça, enquanto Luciana conseguiu o relaxamento de sua prisão e atualmente está em liberdade.
Resta agora a prisão do mandante Ericles Campos de Oliveira, que encontra-se foragido.

A liberação da Ericles, no dia em que ele se apresentou à polícia, causou estranheza, já que além do crime que ele encomendara ser de alto poder ofensivo, ainda tinha o agravante do mesmo não ser primário. Ele já havia sido preso anteriormente, oportunidade que conheceu na cadeia o comparsa Eric, contratado para assassinar o carteiro Welligton.
Mas como a prisão de Ericles ainda não havia sido decretada, segundo o delegado Marco Antônio Neves e pelo fato do mesmo ter se apresentado espontaneamente, a polícia não tinha fundamento legal para prendê-lo naquele momento.
“Diferente de agora, já que após a decretação de sua prisão, ele passa à condição de foragido e pode ser preso a qualquer momento e em qualquer lugar”, reafirmou o delegado Marco Antônio.
Por Ronildo Brito/TN