Bahia

Fibria inaugura farinheira comunitária na comunidade de Pouso Alegre

29/05/2013 - 09h14

A inauguração da Farinheira Comunitária aconteceu na manhã desta terça-feira, 28 de maio, na comunidade de Pouso Alegre, em Alcobaça. A ação faz parte do Programa de Desenvolvimento Rural Territorial (PDRT), instituído pela Fibria que pretende promover o fortalecimento das associações de pequenos produtores rurais, e também envolve a parceria da Cooperativa do Vale do Itaitinga (Cavi).

Fibria inaugura farinheira

Representantes da Fíbria e da Cooperativa decerrando a placa durante o cerimonial de inauguração

Lideranças política e comunitárias da região, além de representantes da Fibria: Aires Galhardo, diretor florestal; Fausto Camargo, gerente de sustentabilidade; e Giordano Automari, coordenador de sustentabilidade, além de convidados.

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Lideranças políticas, representantes da Fibria e diversos convidados participaram do momento solene

A unidade comunitária vai produzir 60 sacos de farinha por dia, beneficiando 33 cooperados da Cavi. Também vai gerar 12 empregos diretos. O projeto envolve as associações de produtores rurais de Constelação, Taitinga, Pouso Alegre e Novo Destino, que integram o PDRT da Fibria. A produção da farinheira será vendida no comércio local e regional, segundo adiantou Giordano, diretor de sustentabilidade.

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A farinheira vai produzir 60 sacos por dia, a Cai vai beneficiar 33 cooperados

A Fibria construiu e equipou o prédio que vai abrigar a farinheira comunitária, que tem cerca de 200 m². Os equipamentos incluem três fornos, duas prensas, dois peneiradores, uma máquina de costura para os sacos que embalam o produto, descascador de mandioca e equipamentos administrativos, incluindo um computador.

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O prédio que vai abrigar a farinheira foi construido pela Fibria

Para o gerente de sustentabilidade, a unidade vai fortalecer a comercialização dos produtos e possibilitar o acesso a outros mercados com melhoramento da produção, qualidade e preço,  atendendo a um  número maior de famílias da região.

Até então, as comunidades envolvidas com a operação da farinheira comercializavam, principalmente, a mandioca “in natura”. Agora vão poder agregar valor ao produto, transformando a mandioca em farinha e também extraindo fécula.

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Aires Galhardo, diretor florestal da Fibria agradeceu a confiança das famílias na empresa de Celulose

O diretor florestal, Aires Galhardo, acrescenta que o projeto é resultado de constantes propostas da comunidade. A implantação da farinheira caracteriza a confiança das famílias na própria Fibria, que apresenta, através do projeto, diferentes soluções de sustentabilidade e desenvolvimento.

A unidade de produção foi planejada e pensada de forma a garantir a sustentabilidade da produção.  Além dos equipamentos apropriados e da capacitação da equipe envolvida, a unidade foi pensada de forma a gerar o mínimo de resíduos possível. Um exemplo é a água de “manipueira”, que será utilizada para controle de formigas e fertilizante de solos. A casca será utilizada como ração animal e para compostagem, e a água de lavagem será usada na irrigação de áreas demonstrativas de sistemas agroflorestais vizinhos à farinheira.

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Adélia, presidente da Cavi disse que o projeto trará desenvolvimento para a comunidade

“É um projeto grandioso, um sonho de mais de cinco anos que vai trazer desenvolvimento para a comunidade. E expectativa de bons resultados é muito grande”, comentou Adélia Santana, presidente da cooperativa.

A Fibria também atuou na orientação dos associados da cooperativa quanto ao treinamento sobre cooperativismo e comercialização, trabalho que envolveu o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), e acompanhará e apoiará a gestão do empreendimento.

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Giordano, gerente de sustentabilidade anunciou a construação de uma unidade para fracionamento e empacotamento

A unidade de produção já tem uma ampliação prevista, que será a construção de uma unidade anexa de fracionamento e empacotamento. “Este anexo permitirá que a farinha seja fracionada em sacos de 1 kg e comercializada diretamente para mercados locais e regionais”, destacou Giordano. O investimento faz parte do programa REDES, parceria entre BNDES, Instituto Votorantim e Fibria para o apoio e fortalecimento a cadeias produtivas locais.

Por Jotta Mendes/Sul Bahia News


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