TJBA valoriza iniciativa do Enem no combate à violência doméstica contra a mulher

A ampla repercussão causada pelo tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ajuda a divulgar entre os brasileiros, a necessidade de uma mudança de mentalidade para conter o avanço da violência contra a mulher.
A avaliação é da desembargadora Nágila Maria Sales Brito, responsável pela Coordenadoria da Mulher no Tribunal de Justiça da Bahia, satisfeita com a escolha do tema “A persistência da violência contra a mulher”, para a redação dos mais de 7 milhões e 700 mil jovens que prestaram o concurso do Ministério da Educação.
O Tribunal de Justiça da Bahia vem se empenhando no sentido de reduzir a impunidade. Foram instaladas, somente este ano, mais quatro varas especializadas, em Conquista, Salvador, Juazeiro e Camaçari, somadas às de Feira de Santana e outra na capital.
A desembargadora lembrou que a redação do Enem antecipa em pouco mais de um mês a 3ª. Semana Nacional Justiça Pela Paz em Casa, iniciativa da ministra Cármen Lúcia, vice-presidente do Supremo Tribunal Federal.
Para a desembargadora, escreveu bem quem lembrou da Lei Maria da Penha, em vigor há nove anos.
“Há uma questão cultural, que só se revolve com educação, para reduzir a visão de superioridade masculina. A impunidade deve ser combatida”, avaliou.
O fato de as mulheres ocuparem cargos e postos de trabalho estratégicos revela uma mudança de cenário que, no entanto, parece não ter sido bem assimilada pelos companheiros, namorados e maridos.
O Judiciário baiano, como ocorreu nas duas vezes anteriores, estará presente com medidas de proteção à mulher, movimentação de processos e júris de “feminícidio”, como se convencionou chamar os crimes hediondos de violência doméstica e familiar.
Por Ascom/Tribunal de Justiça do Estado da Bahia