Bahia

UFSB é acusada de emprestar notebooks com software espião para alunos

24/10/2020 - 13h56Por: Tecnoblog

A Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) com campi em Teixeira de Freitas, Porto Seguro e Itabuna, está sendo acusada de emprestar notebooks com software espião para os alunos. Diante da pandemia, a universidade adotou as aulas online com objetivo de manter o calendário letivo, o que os estudantes não sabiam era que poderiam estar sendo espionados.

O caso ganhou repercussão após a divulgação da denúncia no site de tecnologia “Tecnoblog”, um dos mais acessados do país neste segmento.

De acordo com o Tecnoblog, a denúncia foi feita pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFSB, que alertou para a presença do programa KidLogger em mais de um notebook. Em vídeo, uma integrante do DCE explicou que o software foi encontrado por um aluno e sugeriu que, quem encontrasse o programa, registrasse um boletim de ocorrência e uma denúncia junto à ouvidoria da universidade.

O KidLogger é um software para pais acompanharem o que seus filhos estão fazendo na internet. Na versão gratuita, o programa promete registrar a atividade no PC por um período de 9 dias, o que inclui gravar sons emitidos próximos ao microfone do dispositivo, além de armazenar dados como histórico de navegação, teclas digitadas, capturas de telas e programas mais usados.

Em seu site, o KidLogger afirma que permite a vigilância remota de dispositivos e apresenta o que seria um painel para o monitoramento. O programa destaca que também é útil para empresas vigiarem a atividade de funcionários e anuncia que sua versão para Android consegue tirar fotos e enviá-las para terceiros sem o usuário saber.

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O que diz a universidade

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Após os relatos dos estudantes, a Pró-Reitoria de Tecnologia da Informação e Comunicação e a Pró-Reitoria de Ações Afirmativas da UFSB estão analisando o caso. Em nota, elas afirmaram ter realizado na quinta-feira, 22 de outubro, uma reunião com representação do DCE e alguns dos estudantes que relataram o problema.

A Administração esclarece que respeita a privacidade de seus acadêmicos e que não adota nenhum mecanismo que fira esse direito. Os encaminhamentos imediatos são o recolhimento e análise de algumas das máquinas afetadas para investigar como esse aplicativo foi instalado, e para definir procedimento que garanta a salvaguarda de informações para os estudantes cujas máquinas apresentem esse problema e a desinstalação completa e segura do aplicativo de monitoramento”, indica a nota.

Nesta sexta-feira, 23, a instituição abriu uma comissão de sindicância para investigar a situação. Ainda de acordo com o comunicado, os estudantes que disponibilizarem para análise os notebooks emprestados pela universidade terão outros aparelhos fornecidos por meio de empréstimo para seguirem participando das aulas à distância.

Revisão: Bell Kojima/RC


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