Nota de repúdio contra a agressão sofrida pela professora Inês

Inês, professora de Português na escola Clélia Figueiredo Pinto
O primeiro tapa (ou soco) desferido contra o rosto da professora Inês atingiu a todos nós, educadores. Abriu uma passagem perigosa para justificativas e interpretações em que, o docente, não tenha mais respeito por parte dos alunos e, pior, segurança nos afazeres pedagógicos.
Os pontapés machucaram o corpo e a alma docente.
Descortinou um sistema falido de disciplina e ordem, em que ações afirmativas se confundem com interesses próprios e o que era pra ser um fim, passa a ser uma mera desculpa para manipular.
Um sistema em que a vitima passa a ser fortemente indagada e o algoz, vitimado. E o que nos resta? Tudo. Solidarizar com a colega, exigir resposta de todas as esferas administrativas, retratação pública dos (in)responsáveis, abertura de processo judicial indenizatório, aplicação judiciária de medidas pertinentes ao menor infrator, ato público que manifeste o posicionamento reprovador da sociedade, palestras que abordem especificadamente esse fato, abordagens coordenadas em sala de aula, datas, cartazes, musicas e o escambau.
O que não pode deixar acontecer é o silêncio do oprimido, o descaso das autoridades e, por fim, a premiação da ira de uma “inocente criança”.
À todos os educadores, políticos, autoridades judiciais, sociedade organizada, pais e alunos.
Por Ascom
Edição Bell Kojima/Repórter Coragem
Entenda o caso:
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