Destaque

Nota de repúdio contra a agressão sofrida pela professora Inês

28/03/2018 - 14h16

Inês, professora de Português na escola Clélia Figueiredo Pinto

O primeiro tapa (ou soco) desferido contra o rosto da professora Inês atingiu a todos nós, educadores. Abriu uma passagem perigosa para justificativas e interpretações em que, o docente, não tenha mais respeito por parte dos alunos e, pior, segurança nos afazeres pedagógicos.

   Os pontapés machucaram o corpo e a alma docente.

Descortinou um sistema falido de disciplina e ordem, em que ações afirmativas se confundem com interesses próprios e o que era pra ser um fim, passa a ser uma mera desculpa para manipular.

Um sistema em que a vitima passa a ser fortemente indagada e o algoz, vitimado. E o que nos resta? Tudo. Solidarizar com a colega, exigir resposta de todas as esferas administrativas, retratação pública dos (in)responsáveis, abertura de processo judicial indenizatório, aplicação judiciária de medidas pertinentes ao menor infrator, ato público que manifeste o posicionamento reprovador da sociedade, palestras que abordem especificadamente esse fato, abordagens coordenadas em sala de aula, datas, cartazes, musicas e o escambau.

   O que não pode deixar acontecer é o silêncio do oprimido, o descaso das autoridades e, por fim, a premiação da ira de uma “inocente criança”.

À todos os educadores, políticos, autoridades judiciais, sociedade organizada, pais e alunos.


Por Ascom

Edição Bell Kojima/Repórter Coragem


Entenda o caso:



Deixe seu comentário