Zarfeg recebe título de Doutor Honoris Causa em Literatura no RJ
O poeta e jornalista Almir Zarfeg, ou simplesmente A. Zarfeg, anda feliz da vida. E não é para menos, tendo em vista as recentes homenagens que recebeu no Rio de Janeiro. “Tudo o que vivi no último final de semana, no Rio de Janeiro, foi uma bela prova de reconhecimento”, disse.
Após 20 anos de trajetória poética, estava mais que na hora desse poeta, natural de Itanhém, ter o seu trabalho reconhecido, ainda que esse reconhecimento se dê por enquanto no âmbito literário. “Posso contar nos dedos da mão direita as pessoas que, efetivamente, leram um livro meu aqui em Teixeira de Freitas”, pontuou.
A Teixeira de Freitas, aliás, Zarfeg dedicou “Crônicas teixeirenses”, livro em que reflete crítica e liricamente sobre a cidade e a gente teixeirense. Aqui, além da literatura, ele se dedica ao jornalismo e ao magistério.
Enquanto o reconhecimento popular não chega, o poeta vai colecionando prêmios e homenagens, como aconteceu no último final de semana no Teatro Municipal de Cabo Frio, no Estado do Rio de Janeiro. Lá, num evento acadêmico e cultural promovido pela Academia de Artes de Cabo Frio (Artpop), Zarfeg foi ricamente homenageado.
Além de tomar posse na Academia de Letras do Brasil (ALB), como membro efetivo, e na Academia de Letras do Brasil, seccional Suiça (ALB/Suiça), como membro correspondente, Zarfeg recebeu a Medalha Carlos Scliar, patrono da Artpop lembrado na passagem do 92º aniversário de nascimento.
As homenagens zarfeguianas continuaram: o poeta recebeu também a Comenda Euclides da Cunha, iniciativa da ALB/Suiça e, também, a Comenda da Palma Dourada, concedida pela Palma Dourada, concedida pela Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes (Febacla).
Mas o ponto alto das homenagens foi o título de Doutor Honoris Causa em Literatura, concedido pelo Instituto Educacional Rompendo em Fé, representado pelo reitor Prof. Dr. Alexander Maia da Cruz e pelo Pró-Reitor Dr. Alexandre da Silva Carvalho. “Um momento muito especial que vou guardar para toda a vida”, resumiu Zarfeg, que é autor de mais de dez livros sobre os mais diversos gêneros textuais, como poema, crônica, conto e reportagem.
São quatro livro de poemas – Água Preta (1991, 2007 e 2011), Respublica etcétera (2010), Sutil, pero no mucho (2011) e Jan(eu)ce i outros poemas à flor da pele (2012) – e outros tantos de prosa.
Em 2011, ao completar 20 anos de trajetória poética, A. Zarfeg teve a obra e a vida expostas na Biblioteca Pública de Itanhém, sua cidade natal. “Tudo que sou literariamente eu devo a Itanhém e à professora Enelita Freitas, que primeiro leu minhas coisas e, vendo algum valor nelas, me incentivou”, concluiu.
Por Edelvânio Pinheiro