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Modalidades esportivas diversas em Teixeira de Freitas continuam a enfrentar dificuldades

08/08/2013 - 11h21

Até então, o esporte teixeirense não tem apresentado as melhorias necessárias, embora elas tenham sido prometidas pelo prefeito João Bosco e pelo secretário de Esporte e Lazer.

O município de Teixeira de Freitas, pela sua dimensão e pelo seu índice populacional, tem a obrigatoriedade de ter o seu esporte em evolução, no entanto, tem sido inferior a municípios como Itamaraju, Alcobaça, Prado, Medeiros Neto e outros. Todas as modalidades continuam enfrentando sérios problemas na atual administração. Por falta de calendário, recuperação das praças esportivas e ações efetivamente conclusivas do secretário e do prefeito, para se resolver as deficiências. Apesar do alto salário que recebem, passaram-se sete meses da atual administração e os problemas do esporte não são sanados.

Logo que assumiu a Pasta de Esportes, o secretário se reuniu com quase todos os segmentos esportivos municipais, entre eles professores de escolinhas, capoeira, artes marciais, árbitros, futebol, futsal, imprensa esportiva, etc. e começou a prometer melhorias, apoio e patrocínio para todos, no entanto, isso não foi visto, ainda. A sua administração, após 210 dias, não obteve nada de novo, nem mesmo conseguiu elaborar um calendário esportivo para o município apesar de a sua Secretaria ter, seguramente, mais de 15 funcionários.

A sua Secretaria, por querer mostrar serviço à custa de outros, vem impetrando mudanças onde não havia necessidade, sem procurar ter conhecimento de causa, simplesmente.

O Campeonato de Veteranos do bairro Tancredo Neves, há 16 anos realizado pelo desportista Bai Bracin, foi o primeiro evento a sofrer intervenção da Secretaria de Esportes. A entidade tirou toda a autoridade do criador da competição e passou a administração do evento para a Secretaria – o primeiro erro da gestão. O fato colocou a imprensa esportiva especializada contra a atitude, considerada autoritária. O projeto Campeonato Veteranos do Tancredo Neves necessitava muito de apoio, não de intervenção, pois, apesar das dificuldades que o organizador enfrentava, a competição jamais deixou de acontecer. Agora, passa por problemas sérios. Um deles é o enfrentado com a arbitragem, que até o momento não quitou com os árbitros o pagamento pelos serviços prestados na competição.

A Avesb, entidade promotora da Liga de Vôlei do Extremo Sul, foi enganada pela Secretaria de Esporte e Lazer durante mais de 60 dias. Havia sido acertado entre o secretário e a direção da Avesb para que a cidade de Teixeira de Freitas sediasse o zonal de abertura da Livesb no início do mês de maio. Mas, o acordo não foi cumprido e a competição só foi realizada nos dias 3 e 4 de agosto, com quase 90 dias de atraso, de acordo o calendário anual. O secretário poderia incentivar o vôlei de Teixeira de Freitas a continuar a vencer as competições regionais, apoiando os gestores Johans, Luizão e Marilene a continuarem a fazer o que eles sabem e que dava resultado. Entretanto, não foi o que ocorreu, a Secretaria, de forma desnecessária e perseguidora, tirou o comando do vôlei de Teixeira de Freitas das mãos do professor e coordenador da seleção masculina, Johans, que conduzia o trabalho há mais de 10 anos, conquistando mais de 10 temporadas. A seleção principal, que era unida e comandava a modalidade na região, foi, na linguagem esportiva, humilhada em quadra, no zonal de abertura do evento realizado em Teixeira, perdendo, inclusive, para uma seleção juvenil, sem a mínima experiência, por culpa das mudanças desnecessárias da Secretaria, fato que colocou a seleção de Teixeira, maior vencedora da competição, na penúltima colocação do zonal jogando em casa.

A administração esportiva, com sete meses de gestão, só fez prometer e se equivocar nas suas afirmativas, pois não cumpre o que promete, e o que é pior, até o momento, não apresentou nenhum projeto para sua gestão em termos de competições, nem mesmo aquelas que geralmente aconteciam no município ela deu sequência, como, por exemplo, o Interbairros, que o secretário garantiu que iria realizar e o fez. Foi mais um dos seus equívocos: prometer um evento de grande porte que não teria a mínima condição de cumprir. Um campeonato distrital também foi prometido, as competições de futsal de base e adulto, que até agora não saíram do papel, entre outras. Prometeu patrocinar as competições de base promovidas anualmente pelo professor e desportista Luciano Figueiredo (Zulu); e o que ele fez?  Proibiu o rapaz de realizar as suas competições, que muito contribuem com o lado social e tira grande parcela da criançada das ruas. Prometeu a recuperação, ainda em 2013, dos campos Nova América, Tancredo Neves e Mangueirão, além do Estádio Municipal, que ele e o prefeito garantiram inaugurar no primeiro semestre, depois no mês de setembro, e o leitor já sabe em que pé anda a situação.

O secretário tem sido cobrado frequentemente pela imprensa esportiva, por conta das promessas que vem fazendo desde que assumiu a pasta. Se não tivesse metido tanto os pés pelas mãos, com os compromissos fantasiosos e as intervenções negativas, certamente a pressão não teria sido tão constante, e não o estressaria tanto, como ocorreu na entrevista que concedeu em “O Grande Jornal”, da Rádio Sucesso, no dia de 7 de agosto, ao meio-dia.  É importante dizer que a imprensa esportiva que vive em tempos de paz – e é assim que deve ser –, jamais levou as críticas para o lado pessoal, pois ela nada tem com a vida do cidadão e atua com respeito a todos. Ela, simplesmente, cobra dos gestores, não só locais, mas de toda a Região e da Bahia, ações que enobreçam o esporte, nada mais que isso.

Volto a afirmar, as promessas feitas pelo secretário e pelo prefeito, relacionadas ao esporte, e o não cumprimento delas, inclusive, com os professores de escolinhas, árbitros, ligas, imprensa e atletas de esportes individuais e coletivos, além de falta de atitude dos dois administradores perante a comunidade esportiva, faz os conhecedores do esporte do município notarem que os dois só têm promessas e discursos bonitos e isso nunca os fará atingir os seus objetivos, muito menos o anseio da comunidade esportiva. Os seus compromissos, vetos e falta de humildade, só fez confundir e atrapalhar ainda mais o já derrotado esporte teixeirense.

Por- Amadeu Ferreira

Radialista esportivo

DRT 4397

SINTERP BAHIA


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