O fechamento da Rádio Difusora AM 580, em 2014, foi o grande prejuízo para o esporte regional e para a igreja católica

O dia 8 de setembro de 2014 para a comunidade de Teixeira de Freitas e região, associações de classe, entidades regulamentadas, igrejas, em especial a Igreja Católica, e para os amantes do esporte, sobretudo o futebol local e regional, e os fanáticos do rádio esportivo em Teixeira de Freitas, jamais será esquecido.
Este foi o último dia de funcionamento da Rádio Difusora AM 580, a mais popular e antiga emissora AM da região, fundada em 1982 e que durante 32 anos prestou inegável serviço à comunidade na divulgação dos fatos, transmitindo e acompanhando as celebrações religiosas, políticas, esportivas e culturais, fazendo utilidade pública, acompanhando as ocorrências, cobrando das autoridades melhorias para o povo, levando ao ar notícias de forma geral e liderando nos últimos anos a divulgação do esporte de Teixeira de Freitas e de todo o Extremo Sul.
A Rádio Difusora apresentou durante 14 anos o mais popular programa esportivo da cidade “Na Marca do Pênalti”, criado na Rádio Alvorada AM 990 no dia 4 de abril de 1984 e que teve a sua última edição apresentada no dia 8 de setembro de 2014.
Nos últimos cinco anos a emissora vinha fazendo parceria com a Igreja Católica transmitindo a programação e contribuindo na evangelização das pessoas.
No esporte uma marca histórica e imbatível. O programa com 30 anos, 4 meses e 4 dias de história, há 14 anos na emissora, deixou de ir ao ar e inegavelmente vem fazendo falta ao rádio esportivo local e regional.
A emissora de tantas coberturas e transmissões esportivas e religiosas durante anos, muito sofreu pela negligência de suas administrações ao longo dos anos, sobretudo por falta de manutenção e investimentos, principalmente em equipamentos.
A Rádio Difusora AM 580 vinha a alguns anos funcionando com dificuldade, e graças à misericórdia divina e abnegação de alguns dos seus integrantes não havia fechado as portas, e o setor de esporte também estava inserido neste contexto. No entanto, a emissora, de forma geral, pela qualidade das concorrentes, ainda se destacou nas coberturas da programação da Igreja Católica, na política local e no esporte em 2014.
A equipe esportiva comandada por Amadeu Ferreira, mesmo com dificuldades, ainda se sobressaía, e em 2014 não foi diferente, foi a única que acompanhou todos os eventos esportivos locais e regionais, além de se posicionar contrário as decisões contraditórias e a incompetência da administração esportiva local.
A Rádio contestava veementemente as irregularidades e a falta de apoio às escolinhas e reivindicava investimentos e ajuda as demais modalidades do esporte local e em toda a região.
Sozinha a emissora não admitiu as irregularidades e o descaso com o esporte do munícipio, enquanto as outras batiam palma, foi contrária a vinda do Serrano de Vitória da Conquista para Teixeira de Freitas e saiu vencedora contra todos neste contexto.
A Difusora AM 580 e seus integrantes cobraram durante anos nos seus microfones para que o estádio fosse construído em Teixeira de Freitas, e conseguiu. Pedia prestação de contas e transparência na aplicação das verbas públicas designadas ao esporte, criticou a inércia dos comandantes esportivos do município desde o governo do padre, e solicitou as reformas e manutenção dos campos Nova América, Tancredão, e, principalmente, Mangueirão. Requereu reformas para o ginásio e praças esportivas dos bairros, entre outras medidas, e conseguiu alguns resultados positivos, isso ninguém pode negar.
Este ano, a 580 AM ainda transmitiu ao vivo a maior parte dos jogos envolvendo as seleções da região na Copa do Descobrimento, apesar da falta de recursos e reconhecimento por parte da diretoria geral da rede, fato que encheu de orgulho o radialista Amadeu Ferreira, o seu repórter e amigo voluntário, Edinaldo Góis, o colaborador Kiko Xavier, o diretor Franedir Góis e o estagiário Breno Alves Ferreira.
A emissora e a programação esportiva e religiosa vêm fazendo muita falta. Pelo lado do esporte lamentam muito Reginaldo Trajano, Adão Rodrigues Mascena, Nivaldo Seibert, Santana, entre dezenas de ouvintes que perguntam “quando é que o programa volta ao ar”?. “A divulgação do esporte da cidade e da região acabou”, diz Reginaldo Trajano, fundador dos times do Lafe Spuma e RP, morador no bairro Nova América. Ele ainda diz: “Depois que Amadeu Ferreira saiu do ar, ninguém sabe mais nada sobre o esporte da região”.
As pessoas geralmente perguntam a mim, diz Franedir Góis ex-administrador da emissora, quando é que o programa de Amadeu Ferreira volta ao ar? Outros cometam que depois que a Difusora saiu do ar acabou a divulgação esportiva e religiosa, ninguém sabe mais nada que acontece no esporte e na diocese local.
Amadeu Ferreira, responsável pelo programa “Na Marca do Pênalti” e pela pasta esportiva da antiga emissora, fora do ar há quase quatro meses, agradece a todos pelas manifestações de solidariedade.
“As pessoas pedem o meu retorno ao ar, isso é uma demonstração que a gente tem algum respaldo na divulgação do esporte na cidade e região, mas isso quem tem que enxergar é o dono da emissora”, conclui Amadeu.
Já alguns os ouvintes comentam. “Infelizmente o dono das emissoras nada entende de Rádio, isso já ficou mais do que provado, se fosse o contrário a programação de suas emissoras já havia mudado, e Amadeu Ferreira não teria saído do Rádio”, dizem os fanáticos ouvintes da extinta Rádio Difusora.
O Jornal Tribuna do Esporte não poderia fechar o ano sem fazer essa pequena homenagem à emissora, e aos seus últimos integrantes, em especial, a Amadeu Ferreira, Franedir Góis, Kaniddia Martins, Elder Santos, Rose, Kiko Xavier, Dona Celina Dall’Ort, e a todos os apresentadores da programação da Igreja Católica, entre outros.
Amadeu Ferreira lamentou muito a falta de conhecimento e consideração de pessoas que se diziam da diretoria das emissoras, que, na verdade, não tiveram sensibilidade e respeito com os funcionários e com os ouvintes, tirando a programação do ar naquele dia 8 de setembro, sem proporcionar aos programas e seus apresentadores a despedida com os seus ouvintes.
Até no último dia de seu funcionamento, a direção-geral da emissora faltou com consideração e respeito para com os seus integrantes, e a sua desativação foi sofrida principalmente por isso, sobretudo para quem ali exercia a sua profissão, defendendo o seu pão de cada dia, trabalhando com paixão e profissionalismo; essa data jamais será esquecida.
Da: Redação do Jornal Tribuna do Esporte.
Com participação de Márcio Ferreira