Em tempos de repetidos decretos de emergência, administração João Bosco pretende gastar 1 milhão e duzentos mil no “Teixeira Folia”
A gestão João Bosco Bittencourt (PT) costuma se vangloriar de ser transparente, sendo que no começo do governo, primeiro mês basicamente, tentou passar tal imagem com coletiva à imprensa para relatar o suposto caos em que encontrou a cidade. No entanto, ao que parece, existe muita coisa sendo camuflada dentro de sua administração. Na prática, ele anuncia uma coisa e faz outra, numa forma clara de tentar ludibriar o povo.
No dia do lançamento do Teixeira Folia, em 12 de abril, o chefe de gabinete Marcílio Goulart, na presença do prefeito João Bosco, anunciou que faria uma festa orçada em R$ 500 mil. Apesar dos decretos de emergência, cuja motivação é financeira, o gasto com a festa não foi questionado pela população, embora seja unânime a noção de que ninguém faz festa quando está endividado.
Posteriormente, conseguimos descobrir que seriam gastos R$ 600 mil com o “Teixeira Folia” – aumentou R$ 100 mil, mas, ainda não assombrava a população, porque o que muitos querem é festa, e Bosco dará.
No entanto, a Redação do Repórter Coragem acaba de tomar conhecimento de que serão gastos R$ um milhão e duzentos mil reais no “Teixeira Folia”, tudo dinheiro público, não haverá nenhum investimento da iniciativa privada. Ela é citada como contribuinte apenas como forma de disfarçar o pagamento com dinheiro público da baixaria cantada pela banda Gasparzinho.
Mas, descobrimos também que nenhum centavo da festa vai sair dos cofres da Prefeitura de Teixeira de Freitas, todo o dinheiro gasto virá de recursos federais. Pasmem os senhores! A pessoa que conseguiu os recursos vai levar uma comissão de R$ 200 mil, ou seja, apenas um milhão será gasto na festa, o outro vai para o deputado federal petista que conseguiu a verba.
Porém, essa comissão será contabilizada como se estivesse sido gasta na festa, uma espécie de caixa dois. Interessante para quem anuncia aos quatro cantos que faz uma administração transparente!
O que se questiona nisso tudo é: se foi necessário decretar três estados de emergência desde o começo da administração até agora para conseguir colocar em dia tudo que estava fora do lugar, e conseguiu uma verba de R$ um milhão e duzentos mil, por que não usá-la para diminuir a tão propagada dívida do município?
Seria, realmente, necessário fazer a festa? Será que a população quer mesmo a festa, ou, quer a cidade limpa e iluminada? São perguntas que pairam na cabeça de um município que vive em estado de emergência, mas, verá uma fortuna sendo gasta em alguns dias de oba-oba.
Só para encerrar, se serão gastos um milhão e duzentos mil, porque anunciaram que seriam apenas quinhentos? Será que além dos duzentos da comissão pretendem superfaturar a festa e levar outros quinhentos?
Por Jotta Mendes/ Repórter Coragem