érico
cavalcanti

A síndrome de Adhemar de Barros

12/01/2023 - 22h05

O paulistano, Adhemar de Barros, nascido no ano de 1901, em uma família rica, produtora de café, foi prefeito de São Paulo no ano de 1947 a 1951 e 1963 a 1966, foi candidato à Presidência da República em 1955 e também em 1960. Nos anos 50,seus seguidores popularizaram o famigerado slogan “rouba, mas faz”.

Vejam como o Brasil é um país de contrastes e ao mesmo tempo um país futurista. O sujeito naquele tempo, com esse slogan, entendemos que ele para roubar tinha que executar as obras, se não o slogan não seria o “rouba, mas faz”.

A veracidade desse slogan foi comprovada no dia 18 de julho de 1969, houve um dos mais ousados assaltos da história do Brasil. Assalto que os jornais da época diziam ter sido cometido por guerrilheiros. Um cofre contendo 2,5 milhões de dólares foi roubado da casa da amante do falecido governador de São Paulo, Adhemar de Barros. Os dólares eram frutos das negociatas do governador. Um dinheiro ilícito, misterioso.

Me lembro do panfleto que os jornais diziam que os guerrilheiros deixaram:
“ Esse dinheiro, roubado do povo, a ele será devolvido”, bom, se devolveram ninguém sabe!
Sim, mas por que estou escrevendo sobre Ademar de Barros em 2023? Ah, me lembrei agora, uma coisa liga a outra, como dizem! Vi, em um site, o lançamento do asfaltamento de uma das Avenidas mais largas da cidade, como a cidade está cheia de obras paradas da administração Debilitardo-Penelope, a minha preocupação é que a síndrome do velho Adhemar de Barros, aquela que caracterizou o também velho slogan, “rouba, mas faz” não se realize e fique só no “rouba, mas quase faz”.

Por Érico Cavalcanti


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