Animais circulam livremente pelas ruas de Teixeira de Freitas e continuam provocando acidentes

É comum caminhar pelas ruas de Teixeira de Freitas e se deparar com cachorros e gatos abandonados. Entretanto, o que tem preocupado os moradores agora é a livre circulação de equinos, que, inclusive, têm causado acidentes de trânsito, expondo condutores, transeuntes e os próprios animais a riscos.
Uma jovem, que não quis ser identificada, relata que, no final do último mês, voltando da faculdade de motocicleta, por volta das 22 horas, foi surpreendida, próximo à Rodoviária, na Avenida Paulo Souto, por um animal, que invadiu e pista, com o qual se chocou.
“Eu acho que ainda tive muita sorte, porque, se estivesse numa velocidade maior, não teria conseguido me esquivar e bateria no meio do animal, o que, com certeza, seria bem pior”, disse a universitária, que, além de hematomas e arranhões, teve uma fratura no pulso esquerdo.
Segundo ela, o veículo foi avariado em cerca de R$ 2 mil reais. “E agora, responsabilizar a quem? Acabou que eu tive que arcar com o prejuízo sozinha, mas o que me preocupa mesmo é a circulação desses animais que, do mesmo modo que me causou o acidente, pode acabar tirando a vida de alguém ou causando danos irreversíveis”, destacou a jovem.
Averiguando a denúncia, verificou-se que, de fato, a realidade da livre circulação de animais equinos acontece, não apenas na região onde o acidente relatado aconteceu, mas também foram encontrados animais em várias ruas da cidade, inclusive, em locais distantes, como próximo à Delegacia de Polícia.
De acordo com informações obtidas, a secretaria municipal responsável pela fiscalização e recolhimento desses animais seria a Secretaria de Agricultura – o secretário foi procurado, mas não foi encontrado.

Apenas um funcionário da secretaria, Érico Santos, informou que os responsáveis estão cientes da situação e que, na quarta-feira (4) já foram apreendidos 4 animais que estavam soltos, circulando pelas ruas da cidade.
Conforme seu relato, a permanência de equinos na cidade é permitida, desde que os proprietários tenham um local adequado para sua acomodação, sendo vetada a soltura desses animais em vias públicas.
“Nós temos dois funcionários e um veículo para recolhimento de burros, cavalos que estiverem soltos por aí, e, caso os proprietários sejam identificados, poderão ser notificados quanto a isso”, afirmou o funcionário da Agricultura. Os proprietários dos animais encontrados durante a reportagem não foram identificados.
Por Raíssa Félix / Jornal Alerta