Caixa entra no mercado de ETF e avança na estratégia de renda variável
A Caixa Econômica Federal venceu o processo de concorrência para seleção de instituição gestora de carteiras de valores mobiliários na BM&FBOVESPA, e terá direito à licença de uso de ETF (Exchange Traded Funds) do Índice Bovespa. Os ETF são fundos espelhados em índices, e suas cotas são negociadas em Bolsa de Valores da mesma forma que as ações.
Trata-se de um investimento inovador no Brasil, que apresenta grande potencial de expansão, se considerado o volume de R$ 2,6 bilhões negociado em abril no país, envolvendo R$ 3,2 bilhões de Patrimônio Líquido, distribuído em 12 tipos de ETF; enquanto que há, aproximadamente, US$ 1,5 trilhão de ETF distribuídos em mais de 4 mil tipos de fundos no mundo.
Segundo o presidente da CAIXA, Jorge Hereda, o banco vem se preparando para o novo patamar de juros no país, e esta vitória possibilita oferecer nova opção de investimento a todos os clientes. “Seremos o primeiro banco de varejo com direito de negociar ETF de IBOVESPA, no mercado”, comemorou. “A opção de participar da concorrência está alinhada à nossa estratégia de reposicionar e expandir o portfólio de fundos, diante da queda da Selic. Queremos que todos tenham acesso aos investimentos, em especial aos de renda variável, que apresentam grande potencial de crescimento diante do cenário de juros reais mais baixos”, complementou Hereda.
Carteira:
A CAIXA tem, atualmente sob sua gestão, R$ 265 bilhões, divididos em uma ampla família de fundos de investimento, o que demonstra sua experiência e capacidade na gestão de recursos de terceiros. Com este novo produto, que estará disponível a todos os seus clientes – investidores institucionais ou não –, a CAIXA espera captar o volume de, aproximadamente, R$ 500 milhões em um ano.
“A entrada no mercado de ETF e o lançamento do fundo CAIXA FI Ações Consumo, com aplicação inicial de apenas R$10 e taxa de administração de 1,6% a.a, são iniciativas que focam o investidor que acredita no desempenho da economia brasileira e que democratizam o acesso aos produtos, ao oferecer novas opções em renda variável para quem procura diversificar seus investimentos”, comentou o vice-presidente de Ativos de Terceiros da CAIXA, Marcos Vasconcelos.