Cobrança supostamente abusiva por corrida de mototáxi volta a ser assunto nas redes sociais

As regras para cobrança de tarifas do serviço de mototáxi passou a ser um dos principais assuntos discutidos nas redes sociais desde o último sábado, 7 de maio, em Teixeira de Freitas.
O assunto ganhou repercussão depois que uma cliente usou a rede social para reclamar de uma suposta cobrança abusiva por parte de um mototaxista.
Em sua publicação, a mulher relata que teve que pagar R$ 7,00 por uma corrida feita do Hospital Municipal ao bairro Eixo Sul, isso por volta das 19 horas do dia 7 de maio. A cliente disse que tentou negociar o valor de R$ 6,00, mas o mototaxista que teve o número de inscrição divulgado na rede, acabou acelerando e foi embora deixando sua mão machucada, isso porque segundo ela, no momento em que tentava a negociação, segurava o guidão da moto.
Na terça-feira, 10 de maio, a reportagemconversou com o presidente da Associação dos Mototaxistas de Teixeira de Freitas (Asmotef), Robson Silva dos Santos, que comentou a reclamação e falou sobre as regras na cobrança da tarifa.
Segundo ele, se a corrida ocorreu no horário e dia descrito e sem o deslocamento, o valor cobrado está fora dos padrões exigidos pela secretaria municipal de Segurança e Cidadania.
Robson explica que de segunda a sábado até às 22 horas, o valor cobrado é de R$ 5,00, podendo ser cobrado até R$ 2 reais para taxa de descolamento, ou seja, buscar o cliente em casa e levar até o lugar de destino.
Porém depois das 22 horas, a depender do local da corrida o valor pode ser combinado de acordo com o bom senso do cliente e do mototaxista.
Já nos domingos e feriados em qualquer horário, a tarifa passa a ser R$ 6,00 e mais a taxa de descolamento que pode ser até R$ 2,00.
Com relação ao caso divulgado na rede social, o presidente disse que a Associação vai averiguar a reclamação junto a secretaria municipal. Apesar da queixa na internet, o caso ainda não teve uma denúncia formalizada.
O secretário de Segurança, Coronel Calheiros chegou a divulgar uma nota nesta terça-feira e disse que sem vítima não há infração, e que a cidadã deve procurar a secretaria onde funciona a Coordenação de Trânsito, ou a Procuradoria, Delegacia, Ministério Público ou a própria justiça, onde o fato pode ser denunciado.
“Caso uma dessas iniciativas não ocorra, será difícil alguma providência ser tomada, a omissão da vítima é uma das causas da impunidade, estamos prontos para tomar as providências”, concluiu o secretário.
Fonte Sulbahianews