Dezenas de indígenas ocupam a Praça da Bíblia em Teixeira de Freitas: Com fome, frio e em péssimas condições de higiene

Na manhã da última segunda-feira, 12 de julho, a população teixeirense se deparou outra vez com diversos indígenas caminhando pela cidade. Essa migração dos indígenas para os centros urbanos tem se tornado muito comum nos últimos anos. Nossa cidade tem se deparado constantemente com esse quadro: muitas crianças nuas, famintas e pais alcoólatras.
Essa cena é visível na Praça da Bíblia, região central da cidade, nas proximidades da Praça de Alimentação. Sem nenhuma condição de higiene, os indígenas perambulam pelas ruas da cidade com seus sacos contendo roupas e lençóis. A Praça fica suja, e com forte odor de urina e fezes.
Populares procuraram a equipe de reportagem para falar sobre o caso. Muitos perguntam: Cadê a FUNAI? Esse órgão defende mesmo os direitos dos índios, ou apenas seus próprios interesses? Será que viver como mendigos em praças públicas é melhor do que nas aldeias? O que motiva a migração desses indígenas para as cidades? O que os órgãos públicos podem fazer por esses indígenas que estão passando fome e frio?

Há uma média de 60 Indígenas ficam perambulando pelas ruas. Sensível a esta situação, a Prefeitura Municipal de Teixeira de Freitas, em uma Ação Solidária, em parceria com o Centro POP e o CREAS, já tomou as providências e foram ofertados o café da manhã e o almoço, e se preciso serão alimentados, em outros momentos, cumprindo todos os protocolos do Covid-19.
Os indígenas que estão alojados na Praça da Bíblia são da Tribo Maxakali. Conforme as informações, já foi feito um contato com a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) informando sobre o caso.