Discurso
de ódio

Discurso de ódio do governador Jerônimo Rodrigues revela traços de um verdadeiro genocida

08/05/2025 - 13h40

Confira na integra: https://www.youtube.com/shorts/WPn8ZL9FobU?feature=share

A fala do governador Jerônimo Rodrigues, proferida em um discurso carregado de ódio — de que Bolsonaro teria que “pagar a conta” pelo que fez quando presidente, e que não só ele, mas todos os eleitores que votaram nele deveriam pagar a conta, e que todos deveriam ser colocados em uma enchedeira, carregados em uma retroescavadeira e jogados em uma vala — não é apenas um discurso de ódio, mas a revelação de um verdadeiro genocida. A partir dessa fala, o governador Jerônimo Rodrigues entra para o rol dos genocidas, daqueles que promoveram grandes massacres e mataram inúmeros inocentes apenas por discordarem de suas posições políticas.

Vou fazer um cálculo simples de quantas pessoas o governador Jerônimo Rodrigues deseja matar e jogar na vala, como se joga lixo, sem qualquer respeito à dignidade humana e aos direitos fundamentais.

Se for realmente “todos os eleitores de Bolsonaro”, como ele afirmou, teremos o seguinte número de mortos: 58.206.354 pessoas, correspondentes a 49,10% dos eleitores nas eleições de 2022. É bom lembrar que esses eleitores têm filhos que ainda não votavam em 2022 — que, segundo o governador, também deveriam ser mortos e jogados na vala.

Se ele quiser matar apenas os baianos que votaram em Bolsonaro em 2022, teremos 2.357.028 mortos na Bahia, o que corresponde a 27,88% dos eleitores que participaram do segundo turno naquele estado. Assim como no restante do Brasil, essas pessoas também têm filhos que não votaram em 2022 e que, segundo o governador Jerônimo Rodrigues, também seriam exterminados. O “genocida”.

Se o governador Jerônimo Rodrigues falou isso publicamente, imagine o que ele não anda tramando contra os opositores nos bastidores.

Após essa fala, o governador Jerônimo Rodrigues deveria ter recebido voz de prisão e responder criminalmente por incitação ao ódio e por apologia ao genocídio de pessoas que discordam politicamente dele.

Se esse discurso, proferido pelo governador, tivesse sido feito por um simpatizante de Bolsonaro, esse simpatizante já estaria preso, condenado e com os direitos políticos cassados.

O governador Jerônimo Rodrigues quer entrar para a história como o maior genocida do século XXI — um genocida moderno, que deseja matar pessoas utilizando uma retroescavadeira e jogá-las em uma vala, sem qualquer respeito à dignidade da pessoa humana, que, mesmo após a morte, tem o direito de ser velada e enterrada com dignidade.

Governador Jerônimo Rodrigues, não é esse o discurso que queremos ouvir de Vossa Excelência. O que queremos ouvir, governador, é que a fome foi erradicada na Bahia, que não temos mais pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza, que o crime foi erradicado, que não haverá mais mães chorando pela morte de seus filhos, que não haverá mais gente morrendo na fila da regulação, enquanto esperam por um exame.

O que o senhor falou, governador Jerônimo Rodrigues, é totalmente o oposto do que desejamos ouvir.

Queremos ouvir, governador Jerônimo Rodrigues, que o direito ao contraditório é respeitado na Bahia e que as pessoas têm o direito de escolher o político que quiserem.

Não é o senhor, governador Jerônimo Rodrigues, que se diz defensor da democracia? E vem com um discurso desses?

O senhor, governador Jerônimo Rodrigues, é livre para falar o que quiser — mas também precisa ser responsabilizado por tudo o que diz, assim como qualquer cidadão.

Jotta Mendes é radialista, jornalista e escritor.


Deixe seu comentário