Destaque

Fazenda é ocupada por 50 famílias “Sem Terra”

22/04/2016 - 13h16

Fazenda é ocupada por 50 famílias Sem Terra Linhares (2)

Cinquenta famílias do MST “Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terras) ocupam uma fazenda improdutiva em Linhares, norte do Espírito Santo, há quatro dias. A área, de 110 hectares, é alvo de litígio judicial entre os proprietários, Valdo Duarte Calmon e Nadir Rangel Costa, e o banco estadual Banestes, desde 1998. C

om o ato, os camponeses voltam a cobrar do governo do Estado a destinação de terras para a reforma agrária.

Segundo o militante do movimento, Rodrigo Gonçalves, a fazenda está abandonada devido a um processo de penhora. A ocupação ocorre sem ocorrências e uma reunião está marcada entre o MST, a Polícia Militar e Valdo Calmon para esta sexta-feira (22). Na ocasião, o proprietário se comprometeu a apresentar a documentação comprovando que irá recuperar a fazenda.

Informações do sistema do Judiciário apontam que a dívida no início da tramitação foi estipulada em R$ 155 mil e que a ação de penhora foi encerrada no ano passado, após acordo para pagamento.

Calmon tem litígio judicial ainda em outra fazenda no município, de 22 hectares, que integra a área adquirida pelas Furnas Centrais Elétricas S.A., para construção da Linha de Transmissão (LT) que ligará a Subestação Mascarenhas, da EDP Escelsa, à Subestação Linhares.

O processo tramita há três anos e já tem sentença, porém, a execução está parado por recurso. A Justiça determinou que Furnas indenize os proprietários em R$ 3,6 milhões.

Fazenda é ocupada por 50 famílias Sem Terra Linhares (1)

A área de Furnas já foi ocupada durante meses pelo MST, como forma de cobrar do poder público e chamar atenção da sociedade para a importância da destinação de terras improdutivas para reforma agrária.

As famílias camponesas reivindicam terras para a produção de alimentos, sem o uso de agrotóxicos.

Em Linhares há pedidos de vistorias de algumas áreas, porém, sem providências. Caso seja firmado um acordo na reunião de sexta-feira, os sem terras devem deixar a área.

A ocupação, realizada no dia 17, assim como no restante do País, marcou  os 19 anos do Massacre dos Eldorados dos Carajás, no Pará. Atos nessa data, que se tornou o dia internacional de luta pela reforma agrária, protestam contra a morte de 19 militantes assassinados pela Polícia Militar em 1996.


Deixe seu comentário