Fortes chuvas do domingo mostram fragilidade do prédio da UMMI

O alagamento em diversas ruas foi notado em fotos divulgadas nas redes sociais, onde os internautas aproveitaram para satirizar o momento caótico que a cidade viveu.
As chuvas também deixaram sua marca em locais que não foram mostrados nas redes sociais, como na Unidade Municipal Materno Infantil (UMMI), onde as infiltrações nas paredes e goteiras nos corredores do hospital deixaram as pessoas que passavam por atendimento dentro da unidade chocados.
Um internauta que é parceiro do Repórter Coragem, que no momento das chuvas estava no interior do hospital levando seu filho para atendimento, registrou em seu celular imagens do momento de angustia vivenciado por quem sofreu na pele com a estrutura inadequada da unidade.
Recentemente, o promotor de justiça Anselmo Lima teria dito numa reunião na OAB que a unidade não tem condições de funcionar, mas, infelizmente, tem que continuar funcionando, porque não existe outro local para que as mães possam cuidar dos seus filhos, ou terem seus bebês.
Isso ficou evidenciado nas imagens que foram cedidas por nosso internauta, que registrou o momento e enviou à nossa redação através do e-mail [email protected].
Ao receber as imagens, nossa Redação entrou em contato com o secretário de Saúde Eujácio Dantas para saber se ele tinha conhecimento da situação, e, ao ser indagado por nossa reportagem, ele teria ido até a unidade checar o que realmente aconteceu.
Já na manhã de terça-feira, 22 de outubro, entramos em contato por telefone com o secretário, que disse ter ido à unidade e visto de perto o estrago feito, relatando que estaria tentando resolver o problema junto aos proprietários do prédio, que é locado para o município, assim como a unidade hospitalar.
Segundo Eujácio, o hospital precisa de reformas sérias em sua infraestrutura, as quais precisariam ser divididas com os proprietários da unidade, só que eles se recusam a participar da reforma, o que estaria inviabilizando investimentos do município, haja vista que a unidade é alugada e sua locação tem prazo de validade, que seria no próximo 31 de dezembro; essa locação deverá ser renovada pelo município.
Mas, segundo o secretário, seria injusto que apenas o município arcasse com as reformas, pois quem ficaria com o dinheiro da locação e com os benefícios das reformas seriam os donos do hospital.
O secretário disse à nossa reportagem que nos próximos dias estará indo a Salvador, onde, junto à Secretaria Estadual de Saúde, irá alocar recursos para a construção de uma maternidade que seja somente do município. Mas, enquanto isso não ocorre, fará as reformas necessárias para que a unidade continue funcionando.
Por Jotta Mendes/Repórter Coragem