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Inquérito sobre assassinato brutal ocorrido no Luís Eduardo Magalhães é concluído pela NHT da 8ª COORPIN

02/10/2018 - 19h37

O Núcleo de Homicídio e Tráfico, liderado pelos delegados Manoel  Andreetta e Bruno Ferrari, concluiu  o inquérito policial que investigava o  homicídio consumado contra a vítima Carleandro Santos da Costa, que foi assassinado a pedradas no dia 16 de setembro deste ano, às 19h30, na Rua Monte Carmelo, no Bairro Luiz Eduardo Magalhães. No dia do crime, uma equipe liderada pelo delegado Júlio Telles realizou o levantamento cadavérico, e deu início aos procedimentos legais.

Segundo informações preliminares, a vítima teria discutido com o autor do crime e chegado à luta corporal. Aproveitando que a vítima estava desacordada no chão, o autor desferiu uma pedrada na cabeça da vítima, provocando-lhe a morte ainda no local. Assim que o caso foi encaminhado para o NHT, os delegado Manoel Andreetta e Bruno Ferrari conduziram as investigações, apuraram que a vítima fatal acabou sendo morta durante uma discussão que ocorreu ao ser cobrado por uma dívida de drogas do seu irmão Carlos André Nogueira Santos, o “Índio”.

A cobrança foi originária do tráfico e do consumo de drogas fornecidas pelo grupo de traficantes denominado Grupo do Gueto. Ainda segundo as investigações, a vítima Carleandro já vinha sendo ameaçada de morte pelos integrantes do referido grupo, a aproximadamente há seis meses, porque seu irmão Carlos André, que também estava envolvido com o tráfico de drogas, trabalhando como “menino de pista”, estava devendo certa quantidade de drogas e tinha provocado um “Derrame”, ou seja, tinha pego drogas com o grupo e não repassado o dinheiro da venda.

Devido às ameaças de morte que Carlos André vinha sofrendo, o mesmo deixou o Município de Teixeira de Freitas., razão pela qual seu irmão Carleandro passou a ser o alvo dos traficantes, que queriam que ele pagasse a dívida ou dissesse aos membros do Grupo, o local onde seu irmão estava escondido. O fato gerou a discussão entre o integrante do Grupo do Gueto, identificado por Caio Lima Matos, e a vítima Carleandro, no momento em que a vítima estava sentada na calçada, em via pública, consumindo cervejas, próximo ao Bar do Adilson.

Após matar o Carleandro, na presença das várias testemunhas que assistiram ao ato, Caio pegou sua motocicleta e disse para todos que estavam ali ouvissem: “AQUILO ERA O QUE ACONTECIA COM QUEM LHE DEVIA…”, logo em seguida, deixou o local tomando rumo ignorado. Segundo informações, o agressor encontrava-se escondido na Zona Rural do Município de Teixeira de Freitas.

A atitude tomada pelo traficante de matar as pessoas que devem drogas ao grupo, faz parte de uma espécie de “Lei do Tráfico, cujas “regras” ou “normas” são conduzidas a pulso pelos traficantes e suas chefias.

Tais regras servem para dar exemplo aos demais membros do grupo, aos seus comparsas, aos seus desafetos, aos consumidores e até mesmo às terceiras pessoas e demais membros de sua comunidade, de quais serão as consequências, caso as “normas” impostas pelo grupo, não sejam cumpridas, ou seja, quais as consequências das faltas praticadas pelo indivíduo que, na maioria das vezes, são pagas com a vida.

Por ter causado grande repercussão na comunidade, foi feita representação pela prisão preventiva do investigado Caio Lima Matos, 19 anos, visando garantir a ordem pública e a aplicação da Lei Penal. O procedimento foi devidamente finalizado, saneado e relatado no NHT, pelo delegado Manoel Andreetta. Segundo o delegado Andreetta, “é importante para a família da vítima saber o que aconteceu com o seu ente querido e ter a certeza de que será feita a Justiça.”

Fonte: LN

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