Mãe agradece após voluntários acharem menino sumido por 7h
A mãe do menino de 3 anos que desapareceu em uma chácara de Limeira (SP) e foi encontrado após mais de 7h30 de procura agradeceu o empenho dos voluntários e das equipes de buscas. A criança, que sumiu por volta de 17h de quinta-feira (31), foi localizada durante a madrugada desta sexta-feira.
“A todos que ajudaram, todos que enfiaram mato a dentro, todos que abraçaram a causa, sem vocês a gente não ia conseguir. Muito obrigado”, disse a mãe.
A criança estava brincando com primos em um gramado do sítio quando desapareceu. “E o pai carregando lixo, voltou para o fundo para buscar mais e quando chegou aqui ele já não estava mais. Saiu a procura, desceu na minha casa, que eu moro a 150 metros daqui, e perguntou, eu faleu ‘não, não está aqui’ e já saímos para procurar”, disse a tia Ivone Guisti, ainda durante a procura.
Com o desaparecimento, a família do garoto postou em uma rede social um pedido de informações. O post viralizou e muitos voluntários que sequer conheciam a família apareceram no local para ajudar nas buscas. O Corpo de Bombeiros de três cidades, a Guarda Civil Municipal (GCM) e a Polícia Militar (PM) atuaram para encontrá-lo.

O Corpo de Bombeiros dividiu os voluntários em seis equipes que percorreram a região de chácara. “A gente criou seis setores e distribuiu os voluntários acompanhados de bombeiros para poder mapear uma área maior”, explicou o tenente Alexandre Garcia Vieira.
O resgate
Durante as buscas, um boato de que a criança tinha sido encontrada tomou os voluntários e a família, que chegaram a comemorar. O alarme falso não desanimou as equipes, que em pouco tempo retomaram o trabalho.
O autônomo Júlio Crepaldi e o filho, que não conheciam o garoto, resolveram procurar próximo a um lago e encontraram o garoto. A criança estava a cerca de um quilômetro da casa e foi achada por volta de 1h30.
“A gente desceu até a beira do rio e eu vi um mato mexendo na lateral. Aí a gente se afastou, ele [outro voluntário] tava com um canivete, falei que pode ser um animal, uma onça. A gente afastou e começou a olhar e ele [menino] apareceu com a cabecinha no meio do mato e levantou, ficou em pé. Aí pegamos ele no colo e subimos”.
Uma policial militar entrou na casa com o menino no colo, onde estava a mãe e o restante da família. Ele foi entregue para o pai e seguiu para fazer exames em um hospital. Depois, teve alta e voltou para casa.
