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Marcelo Matos chama Belitardo de “Saddam Hussein de Teixeira de Freitas”

24/09/2026 - 19h27

Marcelo Matos chama Belitardo de “Saddam Hussein de Teixeira de Freitas” e afirma ter registrado ocorrência após supostas acusações feitas pelo prefeito

O que um dia foi uma relação de confiança dentro do governo municipal de Teixeira de Freitas agora se transformou em uma guerra política marcada por acusações, troca de farpas e, segundo um dos envolvidos, até registro de ocorrência policial.

De um lado, o prefeito Marcelo Belitardo. Do outro, Marcelo Matos, ex-secretário de Administração e posteriormente secretário da Casa Civil da atual gestão. O rompimento entre os dois antigos aliados parece estar longe de chegar ao fim e, a cada novo capítulo, o tom da disputa aumenta.

Na quarta-feira (23), Marcelo Matos divulgou um vídeo afirmando ter registrado um boletim de ocorrência contra o prefeito. Segundo Matos, a iniciativa ocorreu após declarações que, conforme seu relato, teriam sido feitas por Belitardo a um de seus ex-assessores.

ACUSAÇÕES TERIAM OCORRIDO EM POSTO DE COMBUSTÍVEIS

Segundo Marcelo Matos, seu ex-assessor Flávio teria ido comprar um salgado na loja de conveniência do Posto Gef e, ao perceber a presença do prefeito Marcelo Belitardo, da primeira-dama Penélope Belitardo e do procurador-geral do município, Leandro Láudano, teria se aproximado para cumprimentá-los.

Ainda conforme o relato de Matos, nesse momento o prefeito teria dito ao ex-assessor:

“Você está com aqueles bandidos da Câmara.”

A frase, segundo Matos, faria referência aos vereadores da Câmara Municipal de Teixeira de Freitas.

Na sequência, ainda de acordo com a versão apresentada por Marcelo Matos, o prefeito teria afirmado:

“Você também está com aquele bandido criminoso do Marcelo Matos.”

As declarações são atribuídas por Marcelo Matos ao prefeito. Até o momento, trata-se de uma versão apresentada pelo ex-secretário, que deverá ser confrontada com a manifestação de Marcelo Belitardo e com eventuais provas e testemunhos sobre o episódio.

MATOS QUER QUE ACUSAÇÕES SEJAM PROVADAS

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No boletim de ocorrência, segundo Marcelo Matos, ele solicita que sejam esclarecidas as supostas acusações e que sejam apresentadas provas de que ele seria “bandido” ou “criminoso”, além da identificação das pessoas que teriam presenciado o episódio.

A partir de agora, caso o episódio avance para a esfera judicial, caberá às autoridades analisar as circunstâncias, as provas e as versões apresentadas pelos envolvidos.

“SADDAM HUSSEIN” DE TEIXEIRA DE FREITAS

Se de um lado Matos afirma ter sido alvo de acusações, do outro ele também não economiza nas críticas.

Em suas manifestações públicas, Marcelo Matos passou a chamar Marcelo Belitardo de “Saddam Hussein de Teixeira de Freitas”, numa comparação política com o ex-presidente iraquiano Saddam Hussein.

Matos acusa ainda o prefeito de utilizar o poder político para perseguir desafetos e agir como se não existissem limites para sua atuação.

São acusações feitas por Marcelo Matos e que, como qualquer alegação, poderão ser contestadas pelo prefeito e submetidas à análise das autoridades competentes.

QUANDO A BRIGA POLÍTICA CHEGA À POLÍCIA

O episódio mostra que a antiga relação política entre os dois Marcelos está definitivamente mergulhada em uma crise que ultrapassou os bastidores da política municipal.

O que começou como uma ruptura entre antigos aliados agora envolve acusações públicas e um boletim de ocorrência. E, se houver representação ou eventual queixa-crime, a disputa poderá ganhar também os corredores do Judiciário.

Ali, diferente das redes sociais e dos discursos políticos, serão as provas, os documentos, os depoimentos e o devido processo legal que deverão falar mais alto.

Marcelo Matos foi secretário municipal de Administração e, posteriormente, secretário da Casa Civil durante a gestão Marcelo Belitardo. Servidor público concursado, após sua exoneração dos cargos comissionados, retornou à sua função de origem.

A guerra dos Marcelos, pelo visto, está apenas mudando de endereço: saiu dos gabinetes e das redes sociais e pode estar chegando à polícia e à Justiça.

Por Jotta Mendes / Repórter Coragem


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