Mayra Brito pode ser afastada a qualquer momento
Governando sub judice o município do Prado-BA, a prefeita reeleita Mayra Brito vem acumulando tropeços à frente da administração. Apesar de evidências mostrando uma campanha eleitoral questionável, Mayra quase perdeu a eleição e a diferença de votos a seu favor foi insignificante, mesmo usando o poder da máquina, quase perde a eleição para um candidato praticamente desconhecido do meio político. Pesa sobre Mayra a sentença de culpada em primeira instância, por crime eleitoral, como no caso da revolta dos índios que alegam terem sido impedidos de votar, devido a estrada ter ficado intransitável no dia da eleição, houve intervenção da prefeitura patrolando a estrada na véspera da eleição, mesmo estando chovendo na região do Corumbau, no distrito do Prado, estrada essa por onde os índios teriam que passar para exercer o direito sagrado de votar e foram impedidos.
A justiça Eleitoral do Prado cassou o diploma da prefeita eleita Mayra Brito e do seu vice nas últimas eleições municipais. A sentença foi divulgada a menos de 24 horas da cerimônia de diplomação.
O juiz eleitoral, Dr. Leonardo Coelho, da 112ª Zona Eleitoral, acolheu a denúncia apresentada na Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) N.º 0000491-11.2016.6.05.0112, formulada contra a chapa majoritária da coligação ‘Prado no rumo certo’, cujos candidatos foram Mayra Brito (prefeita reeleita) e de Maurício Xavier, o conhecido ‘Lindão’ (vice-prefeito).
Em sua sentença, a justiça eleitoral reconheceu a infração eleitoral de abuso de poder político e econômico, condenando a prefeita e seu vice à inexibilidade (perda dos direitos políticos por 08 – oito – anos) e cassou o diploma conferido pela justiça eleitoral, em vista do resultado do pleito ocorrido no dia 02 de outubro de 2016. Entretanto coube recurso da decisão e por isso permanece no cargo.
O Brasil está vivendo um novo momento, em que políticos de grande influência têm sido presos e perdido o mandato devido a crimes cometidos. Portanto as praticas coronelistas não cabem mais no Brasil, e todos aqueles que praticaram crimes eleitorais ou de corrupção estão pagando um preço alto. Os apadrinhamentos políticos não estão mais surtindo efeitos, como antigamente em que, por exemplo um afilhado político de um grande cacique não era punido, mesmo tendo cometido atos comprovadamente ilícitos. ACM, o cabeça branca, se jactava de que prefeito dele ninguém cassava, sem a previa permissão dele.
No último domingo foram realizadas cerca de 10 novas eleições em diversos estados brasileiros, devido os novos prefeitos terem cometidos crimes eleitorais, e por isso foram afastados do cargo e convocadas novas eleições. Atualmente aqui no Extremo Sul, 2 prefeitos estão governando sub judice e poderão a qualquer momento serem afastados definitivamente, que é o caso do Prado e de Lagedão, em que os prefeitos foram condenados em primeira instância e tiveram a prerrogativa de apelar no cargo, entretanto a qualquer instante poderão perder o mandato.
Se eventualmente os dois prefeitos perderem os mandatos deverão ficar inelegíveis por oito anos, sendo assim, não poderão concorrer em uma nova eleição, enquanto isso, os candidatos derrotados, terão grandes chances de ganharem as eleições. No caso do Prado, Gilvan Produções e em Lagedão Carlos Sena.
Os políticos precisam entender que as circunstâncias mudaram, e quem não procurar enxergar isso vai ficar fora do jogo a qualquer momento. O poder cada vez mais emana do povo, e quem não tiver respaldo popular, dificilmente se mantém no poder. Atualmente o presidente Michel Temer está vivendo um astral político que dificilmente irá conseguir se manter no poder, mesmo porque, o deputado que votar a favor da sua permanência, coloca a sua reeleição em risco; cerca de 80 % do povo brasileiro deseja ver Temer na cadeia, segundo pesquisas recentes. A gota dágua que falta para Temer cair, será a delação premiada de qualquer um dos companheiros de partido que estão presos: Eduardo Cunha e/ou Gedel Vieira Lima. Os dois têm o mandato de Temer nas mãos, e também o alvará de suas solturas, com a delação premiada. Se eles não se apressarem para delatar irão purgar por muito tempo na cadeia.
Fonte: Foconopoder