Mesmo depois de várias denúncias da imprensa, árvores continuam sendo massacradas em Teixeira
Dentre as funções das árvores, podemos citar as mais lembradas por especialistas em meio ambiente: reduzem a poluição do ar, provocada principalmente pela queima de combustíveis dos veículos automotores e indústrias; b) minimizam a poluição sonora; c) equilibram a temperatura da cidade; d) amenizam a força do vento; e) servem de habitat para os pássaros que enfeitam nosso quotidiano; f) protegem o lençol freático; g) evitam o ressecamento do ar através da transpiração; h) fornecem sombra para automóveis e pessoas; i) embelezam a paisagem.
Mas, para manter uma cidade arborizada são precisos cuidados especiais, como a poda – cortando-se ramos, rama ou braços inúteis, o que pode ser periódico e que favorece o seu crescimento, forma-a, trata-a e renova-a – coisa que por oito anos não ocorreu em Teixeira de Freitas.
Pensando nisso, a administração atual está realizando a poda das árvores da cidade, no entanto, o desserviço tem desagradado grande parte das pessoas, que julgam ser feita de forma errada. A imprensa tem usado o termo ‘massacre’ para se referir ao trabalho realizado pela prefeitura, mas, tem sido em vão, pois a órgãos competentes não se manifestam no sentido de coibir o crime contra o meio ambiente que vem sendo cometido aqui.
Parece que todos estão de acordo em acabar com as árvores, que mesmo não sendo bem tratadas, durante o verão traziam sombra, fazendo com que a sensação térmica do calor fosse diminuída. O Ministério Público, que poderia observar as denúncias, talvez, não protocoladas, de extermínio das árvores, se calou. O termo extermínio cabe aqui, porque a poda sendo feita de forma errada, ao invés de favorecer a renovação da árvore, a mata. E o que vemos aqui não são galhos secos, rama e ramos retirados, mas, toda a parte de cima.
Na Câmara de Vereadores, o silêncio é quem comanda a casa. Ninguém fala nada, ninguém questiona, fiscaliza. Tudo parece estar as mil maravilhas.
A Secretaria de Meio Ambiente, que deveria fiscalizar, no mínimo, passou o papel para a Secretaria de Agricultura, que faz o trabalho de forma grosseira, se utilizando de um motosserra.
Enquanto todos se calam, as árvores continuam sendo “massacradas”. Na quinta-feira, 6 de junho, um dia depois do Dia do Meio Ambiente, quem passava pela avenida Kaikan, em frente a Uneb, chegava partir o coração: árvores sendo serradas sem nenhum critério, galhos sendo jogados ao chão, cenário de destruição.
Passamos no local e podemos registrar a diferença entre uma árvore podada e uma massacrada. Não há critérios técnicos na forma como o processo vem sendo feito, a prefeitura municipal alega que é poda, mas, o que vem ocorrendo é bem diferente aos olhos da população.
Por Jotta Mendes/ Repórter Coragem