Ministério Público notifica Secretaria de Obras para retirada de mesas das calçadas

Embasado Judicialmente pelo Código de Postura do município datado de 1987, o Ministério Público enviou uma notificação a Secretária de Obras exigindo que estabelecimentos comerciais de Teixeira de Freitas retirem as mesas e cadeiras das calçadas. No entanto, não é tão simples assim quando se trata de uma característica cultural da cidade, como é o caso do que acontece em Teixeira de Freitas-BA. Desde seu nascimento os bares e a música ao vivo fazem parte da opção de entretenimento tanto do teixeirense quanto do turista de negócios, tão comum na cidade.
Na década de 80 temos como referência, Seu Vitô e o Fino`s onde moradores e visitantes relaxarem e interagirem após um dia intenso de trabalho. Hoje possuímos bares espetaculares com programação regular de eventos e serviço de primeira qualidade. Eles investem e geram emprego e renda para centenas de trabalhadores e alimentam muitas famílias.

A alegria, a informalidade e simplicidade do teixeirense estão explícitas nesse hábito de sentar na frente de bares e interagir com quem visita a cidade de forma acolhedora e sem preconceitos. Acredita-se, inclusive que engessar a cidade aos padrões de localidades e culturas mais austeras pode engolir a espontaneidade do município fazendo-o perder a personalidade carismática.
Na tarde de terça-feira (02), uma comissão de proprietários de bares se reuniu com o Secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência Tecnologia e Turismo, Flávio Guimarães para que interceda junto ao Poder Executivo. Flávio, em entrevista a nossa equipe, disse que foi agendada uma reunião dos empresários com o prefeito e que confia, tanto no discernimento do Prefeito Temóteo Brito quanto do secretário de Infraestrutura e Serviços Urbanos, Tabajara Marques para solucionar o conflito.

É possível que seja necessária uma alteração no código de postura do município ou um decreto visando o não prejuízo para os empresários e para quem vive da atividade até que se faça um estudo mais aprofundado sobre o assunto.
Descobrir como preservar a cultura local e ao mesmo tempo levar em consideração a mobilidade urbana será o desafio.
Por Kátia Armini/Foconopoder