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MST ocupa três áreas de empresas de celulose no extremo sul da Bahia

04/03/2013 - 17h57

Mais de 1.200 mulheres integrantes da Via Campesina ocuparam na manhã de segunda-feira, 4 de março, uma área da Veracel Celulose no município de Itabela; e duzentas famílias ocupam duas áreas da Suzano Celulose em Teixeira de Freitas, abrindo, assim, a jornada de mobilização das mulheres no Estado da Bahia.

MST vila Capesina
Pela terceira vez consecutiva, as sem-terra ocupam as terras de empresas de eucaliptos denunciando a sociedade a ofensiva do agronegócio e os impactos ambientais e sociais que essas empresas provocam na vida da população. Segundo dados do Centro de Estudos e Pesquisas para o Desenvolvimento do Extremo Sul da Bahia (Cepedes), as empresas Veracel, Fibria e Suzano nos últimos vinte anos se apropriaram de quase um milhão de hectares de terras só nessa região. Como resultado disso os impactos sociais e ambientas estão explicitos no retrato deste território.
Ocupações MST

A larga escala desta produção de floresta plantada, também conhecida como deserto verde, provocou uma intensa destruição da biodiversidade, pois em seu sistema não sobrevivem outras espécies de plantas, bem como causa a degradação e contaminação dos recursos naturais, hídricos e solos. No entanto, essas empresas vendem uma imagem de desenvolvimento no campo ocultando a problemática causada, com o intuito de sugar do Estado recursos públicos de investimentos para conseguir exportar a celulose derivada de seus extensos plantios de eucalipto.

Em contraposição a essa dominação, as mulheres camponesas levantam a bandeira em defesa da agrobiodiversidade e da reforma agrária, reivindicando do Estado investimentos na pequena agricultura e na produção de alimentos saudáveis necessários para o desenvolvimento sadio da população brasileira.Ocupações MST 2

Nos últimos quatro anos, o MST vem travando uma intensa luta contra o monopólio da terra por parte das empresas, contabilizando até agora 22 ocupações. “Se as empresas não sinalizarem um processo de negociações com êxito poderá chegar até 30 ocupações até o abril vermelho”, afirma Eliane Oliveira, da direção estadual do MST.


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