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Mulher sofre “colamento” da vulva após muito tempo sem relação sexual: é comum?

23/05/2018 - 09h43

Um caso peculiar chamou atenção de uma equipe médica no Japão. Uma idosa de 76 anos de idade foi a uma clínica realizar exames para tratar um câncer no esôfago quando os médicos notaram algo estranho: seus pequenos lábios vaginais haviam se fundido, deixando toda a vulva da mulher “tampada”. Havia apenas um espaço bastante pequeno para a eliminação da urina.

Lábios vaginais de mulher ficam grudados

O caso foi reportado no periódico Journal of Medical Case Reports. A idosa, segundo explicaram os médicos, não suspeitava do fenômeno e foi encaminhada ao departamento de cirurgia ginecológica quando a equipe identificou, através de uma tomografia, um alto acúmulo na região da vagina.

Conforme a equipe médica descreveu no artigo, a idosa não tinha nenhuma reclamação de dor ou dificuldade para urinar, exceto de que a micção era um pouco demorada. Ela estava na menopausa desde os 40 anos de idade e nunca havia feito um exame de Papanicolau para rastreamento do câncer do colo do útero.

Exames de urina descartaram possíveis infecções, e a paciente relatou ter tido dois partos vaginais e nenhum histórico de trauma importante na genitália ou doença infecciosa, fatores que poderiam levar à fusão dos lábios vaginais.

Eliminadas outras causas, os especialistas creditaram o quadro à “diminuição das atividades na região”, principalmente a falta de relação sexual com penetração. Os lábios foram separados em um processo cirúrgico feito sob anestesia e a paciente passa bem.

De acordo com o ginecologista Élvio Floresti, a fusão labial está relacionada com a diminuição de estrogênio no corpo, hormônio presente apenas em mulheres que menstruam. Segundo o médico, a falta da substância deixa a paciente mais vulnerável à má-cicatrização da região

Conhecido como hormônio feminino, o estrogênio atua, entre outras funções, no amadurecimento dos órgãos sexuais, dando uma camada de proteção extra aos lábios, fazendo com que eles não se toquem e concedendo elasticidade para a vagina no ato sexual.Por isso, a aderência dos pequenos lábios vaginais pode acontecer tanto em meninas de até 10 anos de idade, que ainda não estão produzindo o hormônio, quanto em mulheres após a menopausa, que já pararam de fabricá-lo.

É comum?

“A vagina das idosas, em sua grande maioria, fecha, deixando apenas uma abertura para a passagem da urina”, explica o ginecologista. Segundo ele, nas idosas a fusão é ainda mais comum porque as relações sexuais, que ajudam a manter os lábios vaginais separados, além de alargar o canal vaginal, se tornam muito dolorosas após a menopausa devido à falta de lubrificação e elasticidade.

“Se ela continua tendo relação sexual, o canal continua intacto, mas, se não há sexo, é possível que um lábio encoste no outro e crie essa aderência”, afirma o especialista.

O caso apresentado pelo periódico científico foi bastante agravado por conta da quimioterapia à qual a senhora estava sendo submetida, que torna as mucosas muito mais sensíveis, favorecendo a fusão vaginal.

Tratamento

Segundo Floresti, são raros os tratamentos que exigem procedimento cirúrgico para a separação. Essa conduta é indicado somente quando os lábios estão em um estágio avançado de aderência. Na grande maioria dos casos, como nas crianças, o uso de cremes e géis à base de estrogênio já são suficientes para promover a separação das partes.

Fonte: Vix


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