Mulheres Sem-terra ocupam a fazenda Frutele no extremo sul durante a Jornada de Luta

Os aromas de março chegou, com muitas lutas e resistência na regional Extremo Sul da Bahia. Na madrugada desta terça-feira (08), mais de 500 trabalhadoras rurais Sem Terra ocuparam a Frutele, localizada em Itabela, no extremo sul da Bahia. A empresa de Frutelli culturas Tropicais LTDA, tinha como principal atividade econômica o Cultivo de banana que se encontra abandonado.
A ocupação faz parte da Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Sem Terra de 2022 já começou, nesta segunda-feira (07), com atos de denuncia em vários estados contra as multinacionais do agronegócio.

Com o tema: Terra, Trabalho, Direito de Existir! MULHERES EM LUTA, NÃO VÃO SUCUMBIR!
As mulheres do extremo sul denunciam os problemas relacionados a falta de crédito para as trabalhadoras rurais, o feminicidio, o uso abusivo de agrotóxicos, a fome no Brasil a regularização de assetados (as) via INCRA e a desapropriação de terras.

De acordo com a direção do MST na regional extremo sul, a ocupação faz parte do calendário de luta do MST, há dois anos o movimento não havia realizado atividades presenciais devido a pandemia, mais com aumento de pessoas passado fome nas periferias, sem moradias e aumento inflação, a volta ao trabalho de base e ocupação da terra será foi essencial para garantirmos a produção de alimentos Porque lutamos por terra, defendemos nosso território, a vida e os bens naturais.
Queremos pão, trabalho, igualdade, justiça social e condições dignas de vida para todas e todos, em um mundo sem os diversos tipos de violências estruturais que se expressam de diversas formas, como através do racismo e do machismo

Jornada Nacional das Mulheres!
A jornada denuncia as violências estruturantes contra a vida das mulheres, a mercantilização da vida, dos bens comuns e da natureza, o aumento da fome no Brasil e cobra a Reforma Agrária e a garantia da soberania alimentar.
Desde o dia 02 de março a regional extremo sul vem realizando ações com ocupação do Centro Zootecnica do extremo sul para denunciar o descaso do governo federal a ciência e pesquisa, assembleias com as mulheres do campo e da cidade e assembleias em assentamentos e acampamentos.
Somos mulheres, somos sementes e todas as vezes que tentam nos derrubar renascemos novamente.