Com isso, o Ministério Público Estadual constatou as fraudes e encaminhou os materiais apreendidos à perícia. A fraude nos lacres é o delito comprovado, conforme o MPE. No entanto, o Ministério Público Estadual para concluir as investigações ainda vai depender dos laudos periciais que irão diagnosticar a real situação do gás medicinal, se é puro ou impuro. E se existe realmente adulteração, qual grau de adulteração e se houve, qual real possibilidade de ter provocado óbitos.

O secretário Municipal de Saúde, Max Almeida explicou que a operação foi deflagrada no dia 28 de agosto e soube do fato pela imprensa, mas no dia 30 de agosto, o município foi oficialmente informado do procedimento em andamento pelo Ministério Público Estadual, quando foi recomendado pelo MPE a promover a rescisão do contrato com a empresa Assis & Rodrigues Ltda-ME e que promovesse em caráter de urgência a contratação de uma outra empresa, preferível com referência no mercado. E no dia seguinte, dia 31 de agosto, o município de Teixeira de Freitas cancelou o vínculo contratual com a empresa investigada que fornecia os cilindros de oxigênio.

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Segundo o secretário Max Almeida, já na segunda-feira seguinte, dia 3 de setembro, o município publicou a Dispensa e Inexigibilidade de Licitação obedecendo a recomendação ministerial e atendendo também a observância dos princípios que regem a administração, quais sejam, legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, buscando a seleção do contrato mais adequado e vantajoso à Administração Municipal.

E nesta última quinta-feira, dia 5 de setembro, já foi possível assinar contrato com a multinacional White Martins, a maior referência em gás natural da América do Sul que passa a oferecer os cilindros para o HMTF – Hospital Municipal de Teixeira de Freitas e para a UMMI – Unidade Municipal Materno Infantil, unidades médicas que possuem uma demanda diária de 44 balas de oxigênio.

O secretário Max Almeida ainda fez uma exposição dos números de óbitos registrados nas unidades do município desde 2013 e pelos números, segundo ele, não houve aumento de óbitos em 2017 e em 2018, pelo contrário, houve um controle e até diminuiu em relação aos anos anteriores. Falou dos novos investimentos que estão sendo feitos na saúde pública do município. E também falou sobre a polêmica causada pelo encerramento do contrato com a empresa do médico Marcelo Belitardo, dizendo que não se trata de retaliação, e sim uma determinação da Procuradoria do Município que está obedecendo uma recomendação do Ministério Público Federal do Trabalho. Acrescentando que todos os médicos que tinham empresas prestando serviço na saúde pública e que possuíam vínculo efetivo com o município, também tiveram seus contratos dissolvidos.

Por: Athylla Borborema