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“Não queremos ver derramamento de sangue”, afirma Timóteo Brito ao presidir reunião para conter conflito entre índios e fazendeiros em Buerarema

06/09/2013 - 15h24
Não queremos ver derramamento de sangue”, afirma Timóteo Brito ao presidir reunião para conter conflito entre índios e fazendeiros em Buerarema (1)

O conflito entre índios e fazendeiros nos municípios de Buerarema e São José da Vitória, no Sul da Bahia, tem ganhado destaque em toda imprensa nacional e cada dia mais o clima tem ficado tenso na região, que já conta com o policiamento da força nacional a fim de evitar que os dois municípios se transformem em praça de guerra.

Para buscar soluções para o problema, a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, sob a presidência do deputado estadual Timóteo Brito, foi à região discutir com a comunidade formas de intermediar essa situação de conflito, que tem tirado o sono dos produtores rurais da localidade, que têm sido obrigados a ver os supostos índios tomando suas terras, ainda ficando sujeitos a serem espancados e mortos.

A princípio, os integrantes da comissão de direitos humanos realizaram uma audiência pública para discutir o assunto em Itabuna, na sede da Câmara de Vereadores, onde contaram com a presença de diversas autoridades, como juiz, promotor, vereador e outros membros da sociedade, que têm se preocupado com a situação de conflito que atinge de forma mais contundente o município de Buerarema.

Em Itabuna, com a presença dos deputados estaduais Augusto Castro, Rosemberg Pinto, Marcelino Galo, Pedro Tavares, Iulo Oiticica e Timóteo Brito, que é presidente da comissão, além da presença do deputado federal Geraldo Simões, os deputados puderam ouvir a preocupação do povo com o problema, onde foi relatado tudo que vem acontecendo na região e o clima de terror que toma conta dos produtores rurais.

Em seguida, os deputados foram ao município de Buerarema para mais uma audiência, na sede da Câmara de Vereadores, onde puderam ouvir por mais de três horas os relatos do sofrimento que tem se tornado a vida dos agricultores desde que os índios começaram a tomar as propriedades dos pequenos produtores e promover arruaças na localidade.Não queremos ver derramamento de sangue”, afirma Timóteo Brito ao presidir reunião para conter conflito entre índios e fazendeiros em Buerarema (4)

Em um dos relatos, um pequeno produtor rural afirmou que o seu próprio filho teria chegado a sua propriedade alegando ser índio e teria lhe expulsado da terra, espancando ele e sua esposa; ele afirma que ele, esposa e filho não são índios.Não queremos ver derramamento de sangue”, afirma Timóteo Brito ao presidir reunião para conter conflito entre índios e fazendeiros em Buerarema (7)

Uma senhora, de forma muito emocionada, relatou o que tinha acontecido a ela e seu esposo, que chegou a ser espancado, ficando tetraplégico, necessitando de cadeira de rodas para se locomover.

Um dos produtores rurais chegou a contar aos deputados que teria ficado infiltrado no meio do supostos índios comandados pelo cacique “Babau”, que teria feito seu cadastro na Fundação Nacional do Índio (FUNAI) para que ele também tivesse direito as áreas que posteriormente seriam demarcadas como indígenas.

Ao ouvir atentamente o relato dos produtores, o presidente da comissão de direito humanos, deputado Timóteo Brito, disse: “Não Queremos ver derramamento de sangue. Queremos que o governo do Estado e governo federal juntos apresentem a melhor solução para o problema”.

“Não é justo que pessoas simples, que sempre tiraram seu sustento e o sustento de suas famílias dessa localidade agora sejam expulsas de suas propriedades sem direito a nada. Também não sabemos se essas pessoas que vêm se passando por índios e fazendo isso com os produtores realmente são índios, queremos uma solução por parte do governo, que acabe de imediato com o sofrimento dessa gente”, concluiu Timóteo Brito.

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A comissão ainda aprovou que no próximo dia 23 de setembro os deputados federais e estaduais deverão realizar na sede da Assembleia Legislativa da Bahia outra audiência pública que, possivelmente, deverá contar com a presença do ministro da Justiça.

Por Jotta Mendes/Repórter Coragem


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