Pais e responsáveis assinam abaixo-assinado e pedem saída da diretoria da APAE de Itabatã
Nesta última semana o Teixeira News foi contatado por moradores de Itabatã, distrito do município de Mucuri, acerca de uma polêmica envolvendo a atual coordenadora da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), Katia Aparecida Amaral Rezende Neves, nomeada recentemente para o posto e a presidente da entidade Marly Pego.
No último dia 10 deste mês de março, às 18h, os pais de alunos atendidos pela APAE de Itabatã realizaram uma assembleia, com a presença de dois vereadores do município, Dr. Hélio e Sula Policial, quando demonstraram revolta pelo fato de não estarem sendo ouvidos pela atual diretoria, acerca inclusive de denúncias.
E nesta última sexta-feira (15) os pais voltaram a realizar nova assembleia e pediram que a presidente Marly Pego pudesse esclarecer denúncias levantadas por alguns pais, incluindo falta de prestação de contas de doações.

Pais e responsáveis assinam abaixo-assinado
Abuso de autoridade, além de um bingo realizado de um computador, máquina doada à associação pela Fibria, com o único objetivo de oferecer inclusão digital aos alunos assistidos pela APAE, são dois questionamentos iniciais debatidos nas duas assembleias. Os pais ainda questionam a transferência recente de três professores, incluindo a educadora conhecida por Mirtis, que há sete anos daria aulas na APAE de Itabatã, fundadora e diretora da associação, fato que contrariaria o estatuto da APAE. “O estatuto proíbe que uma fundadora seja demitida. Essas demissões foram arbitrárias”, denuncia a senhora Maria Nilva, mãe de uma menina portadora de necessidades especiais e atendida pela APAE de Itabatã. Na verdade os educadores são funcionários do município e por decisão da coordenadora teriam sido remanejados para outros lugares.
A senhora Maria Nilva, uma das descontes com a atual coordenadora Katia Aparecida Amaral Rezende Neves e também com a presidente Marly Pego, informou que hoje já existiria um abaixo-assinado com 380 assinaturas pedindo a saída das duas diretoras. Maria Nilva assegura que a presidente foi convidadapara participar da assembleia realizada na última sexta-feira (15), no entanto não compareceu para responder as acusações e prestar contas dos recursos e bens da entidade. “Ela [Marly] assinou o convite para a assembleia do dia 15 e não compareceu. A APAE precisa fazer uma prestação de contas, coisa que nunca foi feito. Queremos saber os motivos que levaram a presidente não ir à reunião”, alega.
A mãe Maria Nilva assegura que os pais vão procurar o Ministério Público e solicitar uma apuração detalhada em relação às denúncias. “Por que ela colocou no bingo um computador doado pela Fibria, que era pra ser usado pelas crianças da APAE,isso sem se reunir com os pais?. O computador foi doação para inclusão dos nossos filhos e pra trabalho na APAE e não para ser colocado em bingo”, desabafa Maria Nilva.

Época em que o computador foi doado para a APAE de Itabatã
Ainda segundo Maria Nilva os pais querem uma explicação acerca da doação mensal de R$ 4 mil feita pela Prefeitura de Mucuri, dinheiro que seria para a elaboração de projetos por parte da APAE, pois o município já bancaria merenda, material de apoio e funcionários. Também é apurada uma denúncia sobre um auxiliar de serviços gerais que teria sido visto dirigindo o carro da APAE. “O automóvel é para ser usado pra carregar alunos e com motorista habilitado e não para servir de carro de passeio por uma pessoa que não tem a função de motorista, mas sim de serviço geral. E se esse carro tombar ou quebrar, como ficam nossas crianças para que possam participar das aulas na apae?”, questiona.
O Teixeira News tentou falar com a coordenadora Katia Aparecida Amaral Rezende Neves e com Marly Pego, essa última atual presidente da APAE de Itabatã, mas os dois celulares obtidos pela reportagem estavam desligados.
Na noite desta segunda-feira (18) após algumas tentativas, a coordenadora Katia Aparecida Amaral Rezende Neves respondeu um SMS enviado pela equipe do Teixeira News, quando alegou que foi injustiçada pelas colocações da mãe Maria Nilva na reportagem e contou que jamais tinha sido votada na APAE como informado. Aguarda-se para as próximas horas um pronunciamento oficial por parte da direção da APAE de Itabatã. O questionamento maior dos pais em relação a coordenadora Maria Aparecida é pelo fato do afastamento dos três professores cedidos pelo município. Já as denúncias levantadas na assembleia, são dirigidas para a presidente Marly Pego.
Por Ronildo Brito