Policial que matou filho e se suicidou acusou o pai da criança de abuso sexual

Os corpos de uma mulher e do filho de dois anos foram encontrados em casa na noite de sexta-feira (7), em Cambé, município da região metropolitana de Londrina, no Norte do Paraná. A investigadora da Polícia Civil Dolores Mileide de Souza, de 35 anos, teria atirado contra a criança e depois cometeu suicídio. No local, ela deixou uma carta em que acusa o ex-marido e pai da criança de ter cometido abusos sexuais contra o filho.
Os dois corpos foram encontrados pelo irmão da policial que entrou pela janela casa onde ela morava. A família estava preocupada, já que no dia anterior ela não deixou o filho na casa da mãe para ir trabalhar, como costumava fazer. A investigação acredita que as mortes tenham ocorrido na tarde de quinta-feira (5), em um horário em que os vizinhos estavam fora, uma vez que ninguém relatou ter ouvido os disparos.
De acordo com a Polícia Civil, tudo indica que a investigadora utilizou a arma funcional para atirar na criança e, em seguida, se suicidou. Ambos os disparos foram na região da cabeça. Em uma carta deixada no local do crime, ela afirmou que amava o filho e acusou o pai da criança de ter abusado sexualmente do menino. ”
O suposto abuso teria sido descoberto pela mãe após o término do relacionamento. Segundo o delegado Roberto Fernandes de Lima, Mileide procurou a delegacia de Cambé e a Polícia Civil abriu um inquérito, que corre em segredo de Justiça. O homem aguarda o fim das investigações em liberdade.
Antes de concluir as investigações, os policiais precisam aguardar o laudo da balística e descartar a hipótese de que Mileide tenha sido induzida por terceiros a cometer o crime.
Os velórios são realizados na Capela Central de Rolândia e os sepultamentos estão marcados para as 17h30 deste sábado.