Rodrigo Janot, procurador-geral da República, denunciou ao STF, na terça-feira (05), os ex-ministros Paulo Bernardo, Guido Mantega, Antonio Palocci Filho e Edinho; os ex-presidentes Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva; o ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores, João Vaccari Neto; e a senadora Gleisi Hoffmann, pelo crime de organização criminosa.
O relator da Lava Jato no Supremo [VIDEO], Luiz Edson Fachin será o responsável por notificar os acusados. Ele também levará o caso à Segunda Turma do Superior Tribunal Federal, e a partir daí será decidido se eles viram ou não réus pelo suposto crime. Vale destacar que a senadora Gleisi Hoffmann tem foro privilegiado e por esse motivo, o caso está no STF.
A denúncia
Segundo a denuncia feita por Rodrigo Janot, os acusados integraram uma organização criminosa entre 2002 e 2016, período que coincide com os mandatos de Dilma e Lula. Sendo assim, a acusação visa que os petistas cometeram vários delitos, principalmente contra a administração pública.
Envolvimento de Lula
Lula é tratado como o principal membro da suposta organização criminosa. Desta maneira, o ex-presidente pode pegar uma pena maior. Estima-se que Lula já comece a ser investigado desde suas atitudes em 2002, quando aceitou uma quantia em dinheiro da Odebrecht. Em troca, ele teria que beneficiar o grupo durante seu mandato.
“Lula foi o responsável por idealizar essa organização criminosa, pois ele negociou de forma direta o recebimento de valores para ajudar sua campanha à presidência da República, com empresas privadas, em 2002. Como foi eleito, a possibilidade de Lula ter usado sua candidatura para influenciar seus interesses privados é nítido”, argumenta Janot. Lava-Jato
Fonte: Blastingnews