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Suzano Papel e Celulose a maior destruidora de rios do extremo sul da Bahia

25/05/2013 - 10h59

Pescadores do município de Mucuri, no extremo sul do estado da Bahia, voltaram a reclamar nesta sexta-feira (24) dos prejuízos que a fábrica Suzano Papel e Celulose vêm causando ao Rio Mucuri.

Conforme os pescadores que vivem da pescaria na região, a multinacional continua causando uma série de transtornos ao meio ambiente em decorrência de detritos vindos da sua fábrica.

Peixes estão morrendo. Causa é desconhecida e principal suspeita é a Fábrica da Suzano 3“Veja como está consumida essa área, a Suzano está acabando com o rio e prejudicando a nossa pesca, com isso viveremos de que?” indagou um pescador que vive na região.

Revoltado com a situação, um dos trabalhadores rurais questiona o estado.

A equipe de reportagem realizou uma matéria pedindo solução da empresa, na época,os repórteres Tyago Ramos e Cláudio França, acompanharam o sofrimento dos pescadores e meses após a reportagem, nenhuma solução foi providenciada nem pela Secretaria do Meio Ambiente no município de Mucuri, ou pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).

Peixes estão morrendo. Causa é desconhecida e principal suspeita é a Fábrica da Suzano 2 “Eles tem uma polícia que protege os recursos naturais na região que é a Caema, mas porque essa mesma polícia não atua com a Suzano? Será que é porque eles recebem apoio da fábrica? E a justiça onde anda? Onde estão os homens de boa fé desse país?” finalizou.

Um professor de Biologia que acompanhou nossa equipe de reportagem afirmou que: “Os níveis de qualidade da água estão em alteração, precisaríamos de estudos, não posso afirmar que seja em decorrência da fábrica, mas esse ecossistema tem sofrido alterações trágicas” concluiu.

Peixes estão morrendo. Causa é desconhecida e principal suspeita é a Fábrica da SuzanoAté o término dessa reportagem a empresa Suzano Papel e Celulose não se pronunciou sobre a problemática. Tentamos um contato com o Ibama na região, porém não obtivemos êxito.

Os moradores da região aguardam ansiosos que os poderes constituintes resolvam efetivamente os problemas, pois segundo eles a renda das famílias com relação a pescaria correm riscos de extinção.


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