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Teixeira de Freitas pode perder hemodinâmica por irregularidades no HMTF

O município de Teixeira de Freitas corre o risco de perder o serviço de hemodinâmica por conta de supostas irregularidades que estão sendo apuradas em uma auditoria instaurada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Hospital Municipal de Teixeira de Freitas.
Além das denúncias de irregularidades, a auditoria apura a redução de até 66% na oferta de serviços de cardiologia no (HMTF), que é habilitado pelo Ministério da Saúde para realizar cirurgias cardiovascular, vascular e cardiologia intervencionista. No entanto, o município teria, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), terceirizado a realização de procedimentos para uma unidade privada, saindo de uma média de 31 cateterismos cardíacos para apenas dez por mês.
Na sessão ordinária desta quarta-feira, 5 de maio, o vereador Bruno Barbosa destacou que esteve no HMTF e constatou que hemodinâmica se encontra parcialmente fechada, mesmo com repasse de recursos federais para atender Teixeira de Freitas e outros 20 municípios da região, e atualmente o serviço atende apenas aos teixeirenses.
Bruno confirmou ainda, que em conversa com o secretário estadual, Fábio Villas-Boas confirmou que o serviço de cardiologia encontra-se há cerca de cinco meses fechado e a cidade corre o risco de perder o serviço de cardiologia e ainda ser penalizada uma vez que o dinheiro dos recursos estão sendo repassados.
Sobre a terceirização, de acordo com a normativa ministerial, é obrigatório que a Unidade de Cardiologia Intervencionista (Hemodinâmica) esteja no mesmo ambiente do hospital habilitado, porém a gestão municipal vem descumprindo a legislação, segundo o SUS. Pior: em uma análise preliminar da auditoria, a produção ambulatorial e de internação da unidade terceirizada vem sendo contabilizada como se ocorresse dentro do Hospital Municipal de Teixeira de Freitas.
A redução na oferta de serviços também implicou em menos recursos gastos com a saúde da população. Foram aplicados apenas R$ 1.977.881,57 de um total de R$ R$ 3.270.000,00 previstos em 12 meses, o que significa uma redução de 39,5%. A não execução integral do recurso de média e alta complexidade abre a possibilidade para descredenciamento da unidade e devolução do dinheiro para o Ministério da Saúde.